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Mais de mil pessoas são esperadas no maior festival de observação de aves de Portugal, que decorre entre hoje e domingo em Sagres, evento que tem atraído cada vez mais pessoas.

Em declarações à agência Lusa, Alexandra Lopes, coordenadora de cidadania ambiental da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), estimou que a oitava edição do festival, “possa superar as 1.100 participações registadas em 2016, na sua maioria de portugueses”.

“O festival tem vindo a crescer, o que nos leva a crer que este ano possamos ter muito mais pessoas a participar nas cerca de 250 atividades de natureza, ao longo dos cinco dias”, sublinhou.

Alexandra Lopes acrescentou que a iniciativa anual no Algarve, “tem cativado cada vez mais adeptos do ‘birdwatching’ de vários países do Mundo”, sublinhando que a edição do ano passado “teve a participação de pessoas de 26 países”.

“Sagres é o terceiro corredor de aves migratórias mais importante da Europa, a seguir aos estreitos de Bósforo (Turquia) e de Gibraltar (território britânico ultramarino localizado no extremo sul da Península Ibérica), onde é possível observar várias espécies no seu processo de migração para sul, nomeadamente para o continente africano”, frisou.

Entre agosto e novembro, pode observar-se na Península de Sagres o processo migratório outonal de aves planadoras, entre as quais algumas espécies únicas, como cegonhas, águias, abutres, gaviões e falcões.

Organizado em parceria pela Câmara de Vila do Bispo, SPEA, Turismo de Portugal e associação ambientalista Almargem, o festival tem agendadas, durante os cinco dias, saídas para a observação de aves, sessões de monitorização e anilhagem, de educação ambiental, minicursos temáticos e visitas guiadas pelo património de Sagres e de Vila do Bispo.

“O festival, que começou por ser apenas de observação de aves, tem crescido ano após ano, o que permitiu alargar o seu conceito de turismo de natureza, introduzindo outras atividades, como as visitas guiadas pela flora, fauna e património do concelho, visitas que dão a conhecer toda a riqueza paisagística da região”, concluiu a coordenadora da SPEA.

Por seu turno, o presidente da Câmara de Vila do Bispo, Adelino Soares, disse à Lusa que o festival de observação de aves, “faz já parte do calendário anual dos eventos de grande importância do Algarve”, assumindo-se “como um dinamizador do turismo de natureza” e de combate à sazonalidade.

“É uma mais valia para o concelho e também para o Algarve, ao atrair pessoas de todo o mundo, sendo um dinamizador do turismo de natureza e de promoção turística da região e, porque não dizer também, promotor de Portugal”, destacou.

Segundo Adelino Soares, o festival, distinguido com vários prémios, “é um dos nichos de turismo de natureza em crescimento no Algarve, de grande importância para a economia da região”, assumindo-se como um complemento ao turismo tradicional de sol e praia, “já que se realiza fora da chamada época alta”.

“A sua importância para a economia do concelho é tão grande, que os agentes locais praticam preços especiais no alojamento e na restauração, de forma a captar cada vez mais adeptos deste tipo de turismo”, concluiu.

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