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Duas das cinco freguesias do concelho, Ferreiras e Paderne, estão cobertas por um dispositivo policial de apenas 22 efetivos, exemplificou Desidério Silva (PSD), que considera o número “insuficiente”.

Naquelas freguesias do interior de Albufeira têm-se registado vários assaltos nos últimos meses, alguns com violência, sobretudo em casas situadas em zonas mais isoladas.

“O Governo sabe e eu também sei que 22 homens são poucos”, sublinha, acrescentando que dos 180 militares existentes no concelho cerca de 60 estão a desempenhar funções administrativas.

O autarca, que cumpre o seu último mandato, falava hoje aos jornalistas à margem de uma sessão onde fez o balanço de nove anos na presidência da Câmara de Albufeira.

A agência Lusa tentou obter uma reação do Comando Geral da GNR que optou por não fazer comentários sobre as preocupações do presidente da Câmara.

Segundo Desidério Silva “não faz sentido” que se formem homens e mulheres para a prevenção da criminalidade e policiamento e que depois grande parte desses efetivos “passem a vida a escrever e a tomar notas”.

O autarca admite ainda que em tempos de crise haja tendência para um aumento da criminalidade mas manifesta-se esperançado que haja uma retoma económica em março, altura em que alguns hotéis deverão reabrir.

O concelho de Albufeira concentra praticamente metade da oferta hoteleira do Algarve e é uma das zonas com maiores taxas de desemprego, sobretudo na época baixa.

Lusa

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