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O PIS permite reduzir o número de nadadores-salvadores em praias com apoios balneares contínuos, passando os meios humanos e materiais de vigilância e salvamento a serem geridos de forma conjunta por um coordenador e sendo os custos suportados por todos os concessionários da praia.

“A lei obriga a que cada concessionário dos apoios balneares funcione com dois nadadores-salvadores em permanência, mas este plano reduz essa obrigatoriedade”, explicou à agência Lusa o comandante dos portos de Portimão e de Lagos, Cruz Martins.

Além da Praia da Rocha, este ano aderiram ao PIS a Meia Praia e a de Ferragudo (Lagos), as praias de Alvor, Vau e Careanes (Portimão) e a praia de Armação de Pêra (Silves).

A Praia da Rocha, com 13 apoios, reduziu para 21 o número de nadadores-salvadores, mas como contrapartida foram introduzidas duas motas de apoio, uma de água e uma 4X4.

Segundo o comandante Cruz Martins, “existem ainda meios de comunicação, rádios e telemóveis para manter os nadadores-salvadores em comunicação uns com os outros”.

“A vigilância e o salvamento nas praias passam a funcionar de uma forma conjunta e coordenada e podemos dizer com toda a certeza que as praias estão mais seguras devido a todos estes meios que são colocados”, sustentou o responsável.

O comandante acrescentou que o aumento da segurança e da vigilância se deve “ao trabalho desenvolvido a vários níveis entre os concessionários das praias e a Marinha Portuguesa”, entidade que, através do Instituto de Socorros a Náufragos (ISN), deslocou para o Algarve “vários meios e militares com formação em salvamento”.

Cruz Martins ressalvou, contudo, que, apesar de todos os meios, as praias “só são seguras se os banhistas adotarem comportamentos seguros”.

A gestão do PIS em cada praia é feita por um coordenador, considerado a “figura fundamental”, a quem compete gerir todos os meios humanos e materiais.

Na Praia da Rocha, a coordenação da vigilância e salvamento está entregue a José Viegas, nadador-salvador com uma experiência acumulada de mais de 30 anos naquele areal, um dos mais procurados de Portimão.

Para José Viegas, a adesão dos concessionários daquela praia ao plano contribuiu para aumentar a vigilância e segurança, porque “os nadadores-salvadores não atuam isoladamente e as motas permitem maior rapidez no socorro”.

“Com a mota de água acedemos mais rapidamente a pessoas em dificuldades em zonas de correntes fortes e perigosas e com a mota 4X4 transportamos as vítimas mais facilmente pelo areal”, destacou.

De acordo com José Viegas, a redução de nadadores-salvadores e a integração de meios materiais “não retira segurança, mas sim aumenta” a assistência e o salvamento aos banhistas nas praias durante a época balnear.

Lusa
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