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A menos de um mês das eleições legislativas de 05 de junho, o presidente da Entidade Regional de Turismo do Algarve (ERTA), António Pina, disse à Lusa que “quando a atividade turística desce perdem-se postos de trabalho e quando sobre cria-se emprego”, pelo que é necessário “uma mudança na lei de financiamento das ERTA’s para que a região consiga promover-se de acordo com o nível de riqueza que produz e atrair mais visitantes”.

“Os turistas não caem das árvores e precisamos de mais dinheiro para fazer uma melhor promoção da região. Se continuarmos com este modelo não vamos conseguir ajudar a desenvolver a atividade turística e a criar mais postos de trabalho, porque tudo está ligado”, afirmou.

António Pina frisou que é necessário divulgar mais os produtos habituais, como o sol e mar, os congressos e o turismo, mas também novos nichos de mercado, como a observação de aves e peixes, o turismo náutico ou cinegético.

António Goulart, da União de Sindicatos do Algarve, considerou que os números oficiais disponíveis, “apesar de pouco fiáveis, são gravíssimos” e apontou para a necessidade de “serem adotadas medidas de curto e de médio prazo” que ajudem a inverter a tendência.

O dirigente defendeu a “criação de um plano de emprego para ajudar a criar mais postos de trabalho na região que o governo tem sistematicamente ignorado” e a necessidade de “se alterar a estratégia” que tem apostado exclusivamente no turismo.

“A estratégia da região tem estado centrada no Turismo e a diversificação pode ajudar a criar novas empresas e mais postos de trabalho”, afirmou, referindo-se à recuperação de setores como a agricultura ou as pescas.

Mas o dirigente sindical alertou que “esta solução só teria resultados a médio prazo” e no futuro imediato a tendência é para “um agravamento do desemprego”.

Já o presidente da Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA), Elidérico Viegas, considerou que o aumento do desemprego na região está relacionado com uma diminuição da procura na sua principal atividade económica, o turismo, e defendeu uma maior flexibilidade na legislação laboral.

O dirigente da principal associação hoteleira algarvia disse que só com essa flexibilização os empresários conseguirão fazer frente à “cada vez maior sazonalidade” que afeta a atividade turística e ajustar-se à procura.

“Um dos grandes problemas do país é também a falta de produtividade, por cerca de 50 por cento da população ativa não ter nem o 12.º ano. Sobretudo no turismo, que é uma atividade em que a prática é essencial, era importante a transformação do subsídio de desemprego em subsídio de formação para os trabalhadores permanecerem nas empresas a aprenderem a trabalhar”, propôs.

Lusa

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