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Tomada de posse do padre Duarte da Costa em S. Brás de Alportel • Foto © Samuel Mendonça

O bispo do Algarve presidiu no último fim-de-semana a mais duas eucaristias de tomada de posse de novos párocos por si nomeados em julho passado.

D. Manuel Quintas empossou no passado sábado, na igreja matriz de São Brás de Alportel, o padre Duarte de Jesus da Silva Costa, da Congregação do Espírito Santo (espiritanos), como pároco in solidum (solidário) das paróquias de São Brás de Alportel e Santa Catarina da Fonte do Bispo. O recém-chegado sacerdote, que vem reforçar a comunidade dos padres espiritanos no Algarve substituindo o padre Paulinus Anyabuoke que estava na diocese desde outubro de 2011, irá trabalhar com os padres José da Cunha Duarte e Afonso da Cunha Duarte, também párocos daquelas paróquias, sendo o primeiro o moderador.

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Tomada de posse dos padres jesuítas em Portimão • Foto © Samuel Mendonça

Ontem, o prelado presidiu à tomada de posse na igreja de Nossa Senhora do Amparo, em Portimão, dos padres Francisco Ferreira de Campos e Nuno Tovar de Lemos, bem como do padre Frederico Cardoso de Lemos que já trabalha no Algarve há um ano, como párocos in solidum das paróquias de Mexilhoeira Grande e Nossa Senhora do Amparo de Portimão. Os três sacerdotes da Companhia de Jesus (jesuítas) irão trabalhar com o padre Domingos da Costa que fica como o moderador, saindo da comunidade algarvia dos jesuítas o padre Luís do Amaral que estava no Algarve desde janeiro de 2014.

Em São Brás de Alportel, o bispo do Algarve agradeceu o serviço do padre Paulinus Anyabuoke e pediu ao padre Duarte Costa que se sinta “em casa, em família”. Na tomada de posse do padre natural do Açores que já trabalhou na Europa (Espanha), na África (Tanzânia) e na América, D. Manuel Quintas destacou a especificidade missionária daquela congregação.

Também o padre José Cunha Duarte deu as boas vindas ao novo pároco e agradeceu ao padre Paulinus Anyabuoke. O padre Duarte Costa agradeceu ao bispo do Algarve pela confiança e pediu colaboração aos paroquianos. “Quero contar com a vossa ajuda. Contai comigo, com as minhas limitações. Vim para servir, não para ser servido”, afirmou.

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Tomada de posse dos padres jesuítas em Portimão • Foto © Samuel Mendonça

Em Portimão, o bispo do Algarve agradeceu ao padre Luís Amaral pelo “serviço dedicado e generoso à paróquia e à diocese” e manifestou o “reconhecimento” da diocese à Companhia de Jesus por esta decisão por abrir uma comunidade em Portimão e por enviar estes sacerdotes. “Constituem para todos nós uma verdadeira bênção de Deus num tempo em que tão necessitados estamos de sacerdotes”, afirmou o prelado, apelando à oração na celebração pelas vocações de consagração na Igreja.

D. Manuel Quintas explicou que os padres jesuítas têm a responsabilidade daquelas duas paróquias mas não vão ficar todos “exclusivamente” ao seu serviço. “Nem eles querem, nem eu, nem vós. Seria um mau testemunho para as necessidades que há no Algarve e noutras partes do país. Segundo proposta dos seus superiores, eu achei bem que todos ficassem párocos. São todos corresponsáveis, mas felizmente estão ao serviço de outras necessidades da diocese, de ordem espiritual e pastoral. A nossa diocese fica enriquecida com a sua presença, não só com o serviço paroquial mas também a este nível, tão necessitados que nós estamos. Que a sua presença aqui seja um serviço que aposte de, maneira particular, no crescimento espiritual de nós todos e toda a diocese” afirmou.

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Tomada de posse dos padres jesuítas em Portimão • Foto © Samuel Mendonça

O padre Domingos da Costa manifestou a vontade de “fazer comunhão” com os novos membros da comunidade jesuíta e agradeceu ao padre Luís do Amaral pela “ajuda dada a todos”. “Vamos continuar ligados a ti”, acrescentou.

O padre Luís do Amaral manifestou gratidão pelo tempo vivido no Algarve. “Tenho o coração cheio de gratidão pelo que aprendi. Ajudou-me, enquanto sacerdote e cristão, estar aqui estes quase três anos nesta comunidade a ver como, de facto, a vida pode ser posta ao serviço uns dos outros. Tenho por isso muito a agradecer a todas as pessoas desta paróquia”, referiu.

O bispo do Algarve voltou a explicar a expressão «tomada de posse». “Se alguma posse há, não é do pároco em relação à paróquia. É o contrário. A paróquia e os paroquianos é que tomam posse do seu pároco. Aquele que se consagrou totalmente a Deus no sacerdócio ofereceu-se para servir o povo que lhe foi confiado. Embora lhe chamamos posse, entendamos que é acima de tudo alguém que se deixa possuir, por Deus, antes de mais, colocando-se ao serviço daqueles que o Senhor lhe confia”, clarificou.

D. Manuel Quintas lembrou que o sacerdote deve ser na Igreja um “homem de Deus”, “alguém que é paciente, perseverante, manso, justo, piedoso, que ama os irmãos e que transmite fielmente a proposta de Jesus”. “Para crescermos neste propósito precisamos da vossa oração, colaboração e apoio. E estou certo de que os padres vão encontrar em cada um de vós esse apoio e vão encontrar nestas paróquias a sua família”, concluiu.

As eucaristias de tomada de posse dos novos párocos prosseguiram com a leitura dos decretos de nomeação, com a profissão de fé dos novos priores com o juramento de fidelidade ao colégio presbiteral, ao bispo, ao papa e a toda a Igreja, com a entrega simbólica das chaves das igrejas e a leitura e assinatura dos autos de posse (atas), com a renovação das promessas sacerdotais e a passagem pela pia batismal, pelo confessionário e pelo sacrário, tendo sido também convidados a sentarem-se na cadeira da presidência.

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