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Foto © Luís Forra/Lusa
Foto © Luís Forra/Lusa

Quarteira vive intensamente os Santos Populares levando para a rua as suas marchas que atraem milhares de pessoas anualmente e a organização não esconde a vontade de se apresentarem nas marchas de Lisboa.

Este domingo, o Calçadão de Quarteira recebeu o primeiro desfile de 2016, mas a animação, que regressa na véspera de São João, a 23 de junho, é vivida também em várias ruas daquela cidade algarvia com os tradicionais bailes de mastro.

Participar nas marchas de Lisboa “é um dos objetivos da organização mas, mais do que um objetivo, é um prémio merecido pelo trabalho que muita gente, durante muitos meses, coloca na preparação destas marchas e pelo nível que já atingiram”, explicou à Lusa o vice-presidente da Câmara Municipal de Loulé, Hugo Nunes.

A autarquia investiu mais de 150 mil euros na edição das Marchas Populares de Quarteira de 2016, apostou na iluminação decorativa, na promoção do evento e duplicou o número de lugares sentados em bancadas, que não chegaram para todas as pessoas que assistiram ao desfile de 12 de junho.

Os cerca de 400 marchantes, com idades entre os três e os 60 anos, estão divididos por sete marchas organizadas por ruas e associações da freguesia.

Das “varinas marafadas” a homenagens a artistas da freguesia, de declarações de amor a Quarteira, ao Algarve ou ao mar até roteiros da música e cultura nacionais, são vários os temas que inspiraram os fatos, músicas e coreografias das sete marchas deste ano.

“É muito gratificante para nós ver que ainda há pessoas que querem participar, porque isto é participar naquilo que é Quarteira”, observou o presidente da junta de freguesia de Quarteira, Telmo Pinto, acrescentando que as marchas promovem a cultura local.

Para Telmo Pinto, não existem dúvidas de que as marchas de Quarteira “em termos de qualidade são das melhores do país, mesmo equiparando a Lisboa”.

A preparação da próxima edição começa já em outubro, explicou à Lusa o presidente da Associação Promotora das Marchas Populares de Quarteira (Apromar), Ezequiel Tomás acrescentando que ao todo o evento envolve mais de 550 pessoas.

Aquele responsável destacou as marchas infantojuvenis da Fundação António Aleixo e das Florinhas de Quarteira como “o futuro” deste evento que espera que perdure por muitos anos.

“O ano passado foi bom, mas este ano superaram”, assegurou.

As marchas populares de Quarteira, que já contam com 21 edições, regressam ao Calçadão à beira-mar nos dias 23 e 28 de junho, a partir das 21:30.

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