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Considerada por três anos consecutivos a melhor marina internacional, a marina de Vilamoura é quase uma pequena cidade no Algarve, procurada por muitas famílias nas férias, mas onde existem também pessoas que vivem a bordo.

A qualidade da infraestrutura náutica e a pronta assistência às embarcações, assim como a variada oferta de serviços, fazem desta uma das marinas mais procuradas no país e que, no verão, atinge praticamente a sua lotação máxima, disse à Lusa a diretora da marina de Vilamoura, Isolete Correia.

“Na nossa envolvente temos 105 lojas, restaurantes e snack-bares de todo o tipo e há oferta para os mais jovens, para os de meia-idade e também para quem tem mais idade”, contou aquela responsável, apontando o conjunto de serviços disponíveis como um dos fatores que mais contribui para atrair famílias.

Cerca de metade do total de 825 postos de amarração – um terço dos quais para embarcações de grande porte – pertencem a clientes da marina em permanência, ou seja, pessoas com contratos a partir de um ano, que ali têm a sua base, embora não residam a bordo, e que são na sua maioria portugueses.

Apesar de muitos dos clientes da marina possuírem casa nas proximidades, utilizando a embarcação apenas para passeios, há quem tenha optado por viver a bordo da embarcação, como James Miller, reformado escocês que para ali se mudou há dez anos com a mulher, quando se reformaram.

“Está tudo aqui, saímos do barco e temos tudo: restaurantes, bares, hotéis, supermercado e até clubes com ginásios”, disse o escocês à Lusa, quando questionado pela razão de ter escolhido a marina de Vilamoura para viver, embora o clima e a gastronomia também tenham pesado na decisão.

A liberdade é outro fator que os leva a viver a maior parte do ano na marina, naquilo que pode ser considerada uma espécie de moradia móvel no mar: “podemos movimentar-nos à vontade, se não estivermos satisfeitos, simplesmente mudamos de sítio”.

O casal passa entre seis a oito meses por ano no barco, dependendo do calor, e no verão, quando Vilamoura começa a ficar cheia de turistas, é quando se fazem à estrada para aproveitar o ambiente fresco da sua terra natal.

Também natural do Reino Unido, Michael é outro dos residentes na marina, há sete anos, depois de ter percorrido muitas estradas portuguesas ao volante do seu camião, quando trabalhava como motorista internacional.

“Não precisamos de nada, há tudo aqui e o acesso a tudo é muito fácil”, sublinhou, observando que outra das mais-valias de Vilamoura é o facto de ficar perto do aeroporto e das principais cidades algarvias.

Tal como James, também Michael foge de Vilamoura na altura do verão, por causa do calor, embora também haja quem faça o percurso inverso, como outro britânico com quem a Lusa falou.

Sobretudo durante o verão, Humphrey Porter, empresário de 69 anos, estabelece a sua base na marina de Vilamoura, de onde navega depois para as ilhas da Ria Formosa, ou para mais longe, no Mediterrâneo.

“Quando viemos pela primeira vez, havia muito por fazer, mas a cada ano que passa a marina está melhor”, observou, considerando que a única marina por perto que se aproxima à qualidade da de Vilamoura é a de Puerto Banus, no sul de Espanha.

Como fatores de atração destaca “a vida própria da marina”, ou nas proximidades, o que faz com que haja diversão garantida para toda a família: os mais novos podem ir para as discotecas e, os mais velhos, simplesmente passear na marina.

A marina de Vilamoura faz 43 anos em 2017 e durante os seus primeiros vinte anos de existência foi a única em Portugal.

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