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Na sequência do incidente que envolveu dois meios da Marinha, ocorrido no dia 27 de janeiro ao largo da praia da Salema, concelho de Vila do Bispo, aquele ramo militar "levantou um processo de averiguações, com o objectivo de apurar todos os factos, e retirar as lições aprendidas", explicou o porta-voz da Armada, João Barbosa.

A Lancha de Fiscalização Rápida Pegaso da Marinha portuguesa disparou “um tiro de aviso para o ar", de acordo com as regras de envolvimento marítimo para aquela situação, esclareceu hoje o porta-voz.

O objectivo principal é o de "evitar incidentes futuros", reforçou João Barbosa.

De acordo com o porta-voz da Armada, "nunca esteve em risco a integridade física dos agentes da Polícia Marítima", adiantando que foi nomeado um oficial da área operacional para acompanhar esta investigação.

João Barbosa acrescentou que a Marinha "não pode revelar questões de natureza operacional ou o conteúdo do inquérito" mesmo quando terminado.

Uma lancha da Armada abriu fogo sobre uma embarcação descaracterizada da Polícia Marítima, que estava a realizar uma operação de vigilância costeira perto de Portimão, no dia 27 de janeiro.

A cerca de quatro milhas da costa, ao largo da praia da Salema, a lancha "Pegaso" da Marinha Portuguesa aproximou-se de um barco, que levantou suspeitas para a Armada, tendo disparado com o objectivo de avisar a embarcação.

Sem responder ao fogo, a embarcação da Polícia Marítima com três elementos policiais a bordo acelerou para uma distância segura, "ligando posteriormente os pirilampos rotativos" que a identificaram enquanto lancha policial.

O incidente entre as duas forças da Armada sucedeu numa área referenciada pelas autoridades como uma zona de tráfico de estupefacientes do norte de África para o sul da Europa.

A atuação da Polícia Marítima enquadrava-se numa operação de controlo de fronteiras externas europeias (Frontex).

Lusa

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