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O homem, de origem grega mas com nacionalidade sueca, de 35 anos, fez o pedido de socorro através de um rádio que se encontrava na sua posse, pedido esse que foi registado pelo Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo de Lisboa às 09:04, e quando foi resgatado apresentava sinais de hipotermina, explicou à Lusa do comandante da capitania do porto de Sagres.

“No dia 01 de setembro de 2010, pelas 09:04, a Marinha, através do Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo de Lisboa, recebeu um alerta de socorro via VHF CH 16 de um tripulante num caiaque, com 5,35 metros de comprimento, a 16 milhas náuticas a sul de Sagres, que se encontrava à deriva e a embarcar água”, informou a Armada num comunicado.

A mesma fonte precisou que “o Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo de Lisboa desencadeou os procedimentos de coordenação das ações de busca e salvamento, tendo empenhado a lancha da Marinha N.R.P. ‘Escorpião’, o Salva-Vidas ‘Diligente’ do Instituto de Socorros a Náufragos de Sagres, o navio mercante ‘Botnia’ e o helicóptero da Força Aérea Portuguesa EH-101 Merlin”.

“Às 12h02, horas locais, o caiaque foi localizado pela lancha da Marinha N.R.P. ‘Escorpião’, tendo sido resgatado o único tripulante que se encontrava a bordo.

A vítima apresentava sinais de hipotermia, tendo recebido cuidados de primeiros socorros a bordo da lancha”, disse ainda a Marinha no comunicado, acrescentando que “o tripulante chegou ao porto da Baleeira (Sagres) pelas 13:46, horas locais, a bordo do N.R.P. “Escorpião”, não tendo sido necessário qualquer assistência médica posterior”.

O comandante do porto disse à Lusa que o homem “chegou a Sagres por terra, na noite passada, e cerca das 22:00 decidiu ir para com o caiaque para o mar para, segundo ele, fazer algumas experiências”.

“Andou toda a noite no mar e só cerca das 09:00 fez o pedido de socorro. O homem terá pouca experiência de mar e também achámos estranho que tenha decidido fazer as experiências à noite, mas pensamos que até determinada altura terá tido a esperança de conseguir regressar pelos seus meios”, afirmou o oficial.

Cruz Martins frisou que “no caiaque havia algum equipamento, incluindo um rádio, com vários canais e um botão específico para pedir socorro, que foi acionado”.

“Quando a lancha Escorpião chegou ao local, o homem já se encontrava no mar, porque o caiaque já se encontrava danificado e tinha metido muita água, estando quase submerso”, disse ainda o comandante do porto, acrescentando que a bordo da lancha “foi aquecido e foram-lhe dadas bebidas quentes” para tratar a hipotermia, tendo depois ficado bem fisicamente.

Lusa

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