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"Para a semana vamos pedir publicamente a demissão do atual diretor do parque", afirmou Américo Custódio aos jornalistas, à margem de um protesto silencioso organizado pela associação e que decorreu simultaneamente à assinatura da consignação da obra do parque ribeirinho de Faro.

A Vivmar aproveitou a ocasião para protestar contra o atraso no avanço das dragagens nos canais da Ria Formosa, situação que está a ameaçar aquele ecossistema e a atividade das muitas centenas de mariscadores e viveiristas dependentes da ria.

Segundo Américo Custódio, aquela instituição "não tem servido em rigorosamente nada a Ria Formosa" e tem prejudicado os profissionais da ria, impondo-lhes execuções fiscais que dificilmente conseguem pagar.

"Foi uma desorganização total desde 1995, quando as taxas passaram para o parque, deixaram de cobrar e depois vêm com quantias astronómicas para as pessoas pagarem", queixou-se, acrescentando que a criação de áreas de proteção especial também não favoreceram em nada a atividade.

Aquele responsável apela também à ministra do Ambiente para proceder à fusão dos organismos estatais que tutelam aquela área, uma vez que não têm capacidade nem meios financeiros para agir com competência.

Américo Custódio afirmou que no concelho de Faro existem mais de mil viveiros, mas a sua capacidade de produção tem diminuído muito nos últimos anos, havendo também muitos profissionais que têm abandonado a atividade devido à degradação dos terrenos.

"Há 30 ou 40 anos atrás havia o dobro dos profissionais e o dobro dos viveiros", concluiu, classificando a situação atual como "uma autêntica vergonha".

Cerca de 30 profissionais da Vivmar realizaram hoje um protesto silencioso contra o atraso nas dragagens da Ria Formosa, por ocasião da cerimónia de assinatura da consignação do parque ribeirinho da cidade.

À margem da sessão, o presidente da Sociedade Polis Litoral Ria Formosa afirmou que as dragagens, que podem custar entre 7 e 11 milhões de euros, devem avançar nos próximos dois anos.

Lusa

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