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"As principais variedades de marisco da Ria Formosa vão ser objeto de um procedimento tendo em vista a certificação, no quadro do projeto FORWARD (Framework for Ria Formosa Water Quality, Aquaculture and Resource Development) (…) e que, a conseguir-se, permitirá a qualificação diferenciada da produção da Ria, constituindo simultaneamente uma garantia de qualidade e de exclusividade para o consumidor”, lê-se num comunicado do Polis enviado à comunicação social.

A certificação dos mariscos da Ria Formosa, através do FORWARD, surge integrada nos objetivos do Plano de Valorização e Gestão Sustentável das Actividades ligadas aos Recursos da Ria.

Os estudos no âmbito do FORWARD vão permitir, por exemplo, definir a capacidade de carga da Ria Formosa, fundamental para o aumento da qualidade dos produtos da Ria Formosa, tanto os bivalves como a produção de aquicultura, sem a qual não serão possíveis as certificações, explica a Sociedade Polis.

Para o presidente da VIVMAR – Associação de Viveiristas da Ria Formosa, Américo Custódio, a certificação de produtos da Ria Formosa “é um anseio de muitos anos”, que pode trazer benefícios para os proprietários e trabalhadores dos viveiros.

“A certificação deve abranger todos os produtos da Ria, não deve haver descriminações de produtos”, defende Américo Custódio.

O presidente da Cooperativa Formosa Mar, Manuel da Paz, que distingue a amêijoa boa e a ostra como os produtos mais capazes de receber certificação, diz que esse selo de qualidade é “uma valorização do que se produz na ria” e traz “mais proveitos económicos”.

Os estudos do FORWARD vão manter-se até janeiro de 2012 e vão ser feitos por uma equipa multidisciplinar do Instituto do Mar e Instituto de Investigação das Pescas e do Mar (IPIMAR), em colaboração com a Administração da Região Hidrográfica do Algarve, Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade e Direcção Geral da Pescas e Aquacultura.

Folha do Domingo/Lusa
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