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"Vou pedir, na próxima semana, ao Governo que haja uma extensão das medidas, hoje aprovados em Conselho de Ministros, ao Algarve", disse Miguel Freitas em entrevista à Lusa, depois de hoje ter visitado as zonas agrícolas mais afectadas no Algarve pelo mau tempo.

O Conselho de Ministros aprovou hoje uma resolução que acciona verbas do PRODER (Programa de Desenvolvimento Rural do Continente), permitindo o financiamento a fundo perdido de 50 por cento, o que representa um total de 18 milhões para comparticipar investimentos na agricultura até 36 milhões de euros.

O deputado parlamentar pelo círculo do Algarve referiu que as zonas agrícolas mais afectadas pelo temporal no Algarve estão localizadas nos concelhos de Faro e Olhão, mas também há prejuízos em Silves, Albufeira e Tavira, nomeadamente com a destruição de estufas de tomate, melão e alface.

"A situação do Algarve, felizmente, não é tão dramática como noutras regiões do país, mas existem situações graves que necessitam de uma atenção especial do Governo", referiu, reiterando que pedirá a extensão da medida de reposição de reposição de potencial produtivo (estufas) ao Algarve.

Miguel Freitas defende também que o Algarve deve ser apoiado com a linha de crédito de 50 milhões de euros, com prioridade para casos mais dramáticos, como alguns jovens agricultores que têm investimentos na ordem dos 600 mil euros em estufas e que perderam todo o investimento destruído.

O Ministério da Agricultura, através do seu assessor, adiantou hoje à Lusa que a Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Algarve (DRAPAlg) está no terreno a realizar o levantamento de todas as situações relacionadas com os prejuízos do mau tempo com o objectivo de determinar medidas de apoio caso seja necessário.

"A DRAPAlg está a fazer o levantamento de todas as situações para ter o retrato mais exacto dos prejuízos na região, que será depois remetida ao Ministério, que vai determinar as medidas de apoio caso seja necessário", esclareceu o assessor.

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