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No início de Janeiro, as estimativas apontavam para 10 milhões de prejuízos, mas dados actualizados indicam que as perdas podem ascender aos 15 milhões, disse à Lusa Eduardo Ângelo, da União de Produtores Horto-Frutícolas do Algarve (Uniprofrutal).

"Os prejuízos podem atingir cerca de 40 por cento da produção" disse o mesmo responsável, sublinhando que não é fácil fazer um levantamento muito abrangente, uma vez que a intempérie afectou praticamente todas as explorações agrícolas na região.

A estas perdas acrescem prejuízos na ordem dos 2 milhões de euros no que respeita à destruição de estufas e instalações de arrumos e armazenagens em explorações agrícolas, de acordo com o levantamento efectuado.

Quanto ao anúncio do alargamento do financiamento comunitário para os agricultores afectados pelo mau tempo de 50 para 75 por cento, que também abrangerá o Algarve, Eduardo Ângelo lembra que essas ajudas não contemplam a produção.

"É uma ajuda bem mais adequada às necessidades dos agricultores", diz Eduardo Ângelo, frisando que a comparticipação comunitária, num total de 18 milhões, é destinada apenas a repor o potencial produtivo das estruturas.

"A única garantia para os produtores é a linha de crédito disponibilizada pelo Governo, mas receamos que alguns agricultores não tenham capacidade financeira de negociação com os bancos", diz o mesmo responsável.

Segundo Eduardo Ângelo, o Governo deveria ponderar outras medidas complementares para ajudar os produtores de citrinos, caso se verifique que as linhas de crédito não funcionam na prática.

As perdas verificam-se sobretudo nas zonas onde houve queda de granizo – Faro, Olhão e Tavira -, mas também onde houve geadas, mais na zona do Barlavento, embora a chuva e vento intensos se tenha registado em toda a região.

Entretanto, as organizações de produtores no Algarve devem fechar os balanços no fim desta semana, altura em que será possível fazer uma estimativa final dos prejuízos nas explorações da região.

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