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A Direção-Geral dos Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM) vai reconstruir “nas próximas semanas” o pontão da barra do rio Guadiana, danificado pelo mau tempo da última semana, anunciou hoje a Câmara de Vila Real de Santo António.

A autarquia algarvia fez o anúncio hoje, na sequência de uma visita de trabalho realizada na terça-feira pela presidente da Câmara, Conceição Cabrita, e pelo capitão do porto local, Pedro Palma, aos “locais da faixa costeira do concelho mais afetados pela tempestade que, na última semana, atingiu o litoral algarvio”, contextualizou o município em comunicado.

Após a visita, Conceição Cabrita e Pedro Palma participaram numa reunião com a DGRM que serviu para “avaliar os efeitos da tempestade ‘Ema’ no molhe da barra do rio Guadiana, em Vila Real de Santo António”.

Como resultado do encontro, ficou “acertada a sua reconstrução por parte da DGRM, durante as próximas semanas”, revelou a Câmara.

A visita de trabalho da presidente da Câmara e do capitão do porto de Vila Real de Santo António ao litoral do concelho permitiu também, segundo o município, “averiguar o impacto das intempéries sob o passadiço de Monte Gordo”, construído no ano passado no âmbito da primeira fase da requalificação da praia, “e sob a barra de Cacela Velha”, onde a água do mar entra e sai da ria Formosa, no extremo nascente desta área húmida protegida.

“Não há pessoas ou bens em risco, nomeadamente no passadiço de Monte Gordo, onde a ação das marés não afetou qualquer estrutura da praia, nem o processo de requalificação em curso na frente de mar”, afirmou a autarca, citada no comunicado do município, numa referência à construção dos apoios de praia junto ao passadiço, que integram a segunda fase desses trabalhos.

A presidente da Câmara sublinhou estar a “acompanhar os efeitos do avanço do mar junto à barra de Cacela Velha” e referiu que “não há situações de perigo iminente”, embora a autarquia tenha já pedido “uma reunião urgente à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) para avaliar o efeito das marés junto à muralha do forte” da aldeia típica algarvia, que está em cima da falésia e cuja estabilidade pode ser afetada pelo impacto da agitação marítima na base.

A Câmara de Vila Real de Santo António também citou o capitão do porto, em declarações em que Pedro Palma disse ter-se constatado que “houve uma deriva de areias ao longo de toda a costa”.

“Porém, e uma vez que ainda estamos distantes do início da época balnear, a natureza irá encarregar-se de repor as areias, permitindo que o próximo verão decorra com segurança e sem impactos para o turismo”, acrescentou o capitão do porto.

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