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Em declarações à Lusa, Kenneth Jamerson disse que a utilização de medicamentos associados é “segura” e promove, não só um controlo “mais rápido” da doença, como pode mesmo ter menos efeitos secundários associados.

O especialista da Universidade de Michigan falava à Lusa à margem do 27.º Encontro Nacional de Clínica Geral, que decorre até sábado num hotel em Vilamoura, onde estão reunidos centenas de médicos.

“Antes era aconselhado aos pacientes tomar apenas um medicamento e controlar a pressão arterial, mas agora existe esta nova estratégia que está a ser implementada pelos médicos”, sublinhou Kenneth Jamerson.

Segundo aquele médico, o uso de uma combinação de medicamentos pode ainda reduzir os efeitos secundários associados, prevenindo em 20 por cento as hipóteses de desenvolver ataques cardíacos, acidentes vasculares cerebrais (AVC) e outras doenças.

Questionado quanto ao facto de Portugal liderar o “ranking” dos países europeus com maior taxa de incidência de AVC, o especialista apontou como uma das causas possíveis para a incidência da doença o excesso de sal na alimentação.

“Penso que há poucas causas genéticas, talvez o sal seja a explicação”, afirmou, dizendo ainda considerar que, apesar do excesso do sal, a alimentação dos portugueses parece ser de um modo geral “saudável”.

A prevalência da hipertensão está diretamente relacionada com a ocorrência de AVC, sendo que estudos nesta área indicam que 50 por cento da mortalidade por AVC está associada à doença.

O AVC é a principal causa de morte em Portugal, sendo mais alta no País do que nos restantes países da Europa.

Em Portugal, em média apenas 29 por cento dos hipertensos estão controlados, sendo o Algarve a região onde há mais doentes controlados (14,2 por cento) e o Alentejo a região onde o controlo é menor (9,4 por cento).

Lusa

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