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Em declarações à agência Lusa, o comandante distrital, Vaz Pinto, afirmou que “o dispositivo na região já há muitos anos que está consensualizado entre todos os agentes de proteção civil e entidades cooperantes” e é sujeito a “pequenos ajustamentos todos os anos”, mas irá este ano ter em conta problemas verificados no combate ao incêndio de julho passado em Tavira e São Brás de Alportel.

“Este dispositivo é muito semelhante ao de anos anteriores, mas, por exemplo, no que diz respeito ao aprontamento do dispositivo, houve algumas ações tendentes a suprir ou a minimizar algumas das questões elencadas nesse documento”, afirmou, referindo-se ao relatório da Autoridade Nacional de Proteção Civil sobre o combate ao incêndio.

A Autoridade Nacional de Proteção Civil reconheceu no relatório elaborado a pedido do ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, que houve “debilidade na coordenação ou no comando” e referiu “a insuficiência da rede viária”, que atrasou em três horas a chegada de meios a local, mas não o combate ao fogo e que apontou para falhas na coordenação.

Vaz Pinto escusou-se a avançar mais pormenores sobre o dispositivo, remetendo todos os esclarecimentos para a conferência de imprensa onde será feita a sua apresentação, que se realiza hoje na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, em Faro, pelas 11:30.

O grande fogo ocorrido no verão passado no Algarve deflagrou na freguesia serrana de Cachopo, no concelho de Tavira, e alastrou depois ao concelho vizinho de São Brás de Alportel, tendo consumido mais de 20 mil hectares de área florestal e destruído várias habitações nos dois municípios durante os quatro dias que esteve ativo.

O dispositivo de combate ao incêndio foi dos maiores alguma vez utilizados em Portugal, tendo chegado a quase um milhar de operacionais, entre elementos dos bombeiros, GNR ou do exército, que contaram com o apoio de perto de uma dezena de meios aéreos.

Lusa

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