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O Algarve como destino turístico foi avaliado e reinventado através do Memorando Turístico apresentado, hoje, dia 6 de maio, em Faro, por Desidério Silva, presidente do Turismo do Algarve. O documento será enviado para os ministros da Economia, Finanças e Administração Interna na esperança de «sensibilizar o Governo» para o principal destino de férias do país.
«Este é um documento de intenções que reclama atenção para o Algarve. No atual contexto económico e financeiro é importante debater soluções e por isso criámos este memorando, em parceria com várias entidades e personalidades da região», anunciou Desidério Silva, em conferência de imprensa.
Entre outras medidas, o documento aponta que «a promoção turística da região terá de expandir-se para o canal online, ser direcionada para mercados emissores que aliviem o destino da sazonalidade fora da época de sol e mar, com enfoque no Canadá, na Escandinávia e na França (não descurando os estratégicos e com quota elevada para o turismo algarvio – Reino Unido, Alemanha, Holanda, Irlanda, Espanha e Portugal) e ser encaminhada para a interação do Turismo do Algarve com as empresas, associações de promoção regional e entidades públicas com as quais possa estabelecer parcerias».
O presidente do Turismo do Algarve reclama com o Memorando a «redução do IVA no golfe e na restauração, a isenção do imposto sobre veículos (rent-a-car e afins), a simplificação da burocracia, a requalificação da EN125, o fim da cobrança de portagens na A22, uma boa rede de transportes públicos e o melhoramento das acessibilidades aéreas, nomeadamente a redução das taxas aeroportuárias e a diversificação da rede de transportes que cobre o aeroporto de Faro que «é o único do território continental a não estar coberto por via ferroviária, apesar de esta estar instalada a uns dois quilómetros». A construção de um metro ligeiro (projeto já avaliado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve e pelo Ministério da Economia) e a criação de uma ligação rodoviária direta entre a capital algarvia e a infraestrutura aeroportuária» são outras duas sugestões para o melhoramento das acessibilidades aéreas.
Este programa de ação que «representa um desafio e exige maior autonomia para a região» implica que «o Algarve [tenha] de ser vendido como um destino disponível para os visitantes 365 dias por ano. O produto Sol e Mar é o motor do turismo na região, mas não pode continuar a aparecer sozinho», para tal, são apresentados produtos que o complementam, tais como, o turismo de negócios, náutico, de natureza, desportivo, cultural, de saúde e bem-estar e gastronomia e vinhos, apostando em segmentos alternativos de oferta. Surge, assim, a ideia de lançar a iniciativa «Algarve 365 – the biggest resort in the world open all year round», que conjugaria a oferta turística regional como um atrativo integrado (um aeroporto, mais de 100 praias, dois parques naturais, três casinos, 40 campos de golfe, mais de 250 espécies de aves, uma reserva natural e duas áreas de paisagem protegida local, 214 quilómetros de ecovia, 300 quilómetros de Via Algarviana, mais de 340 quilómetros de rota pedestre entre Santiago do Cacém e o cabo de São Vicente, etc.)», bem como a inclusão do Algarve no pacote «Portugal».
As medidas que constam no Memorando são para pôr em prática até 2020, no entanto, é um documento ainda em aberto para que outras pessoas ou entidades possam participar nele, conforme afirma Desidério Silva «Queremos ter bons interlocutores que ajudem a melhorar a região. Estamos recetivos a novas opiniões e a reajustar o documento se (e sempre que) necessário».
 

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