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O deputado social democrata considerou em comunicado ser "de difícil compreensão a posição da CGD, a maior instituição financeira de Portugal", que, "pelo seu carácter público, deveria ser o braço armado do Governo para intervir em apoio das pequenas e médias empresas, ou de outras empresas em dificuldades, mas com possibilidades de recuperação, como é o caso da Alicoop".

Mendes Bota interroga-se por que razão, para viabilizar a Alicoop, a CGD pediu um estudo de viabilidade, entregou a sua elaboração a uma empresa de consultadoria que concluiu que a empresa era viável "e a CGD transforma-se agora no principal obstáculo a essa viabilização?".

O líder distrital algarvio do PSD considerou que essa posição é "estranha" e que o Governo devia "ponderar" sobre o facto de "enviar para o desemprego de 700 pessoas representar um encargo para o Estado não recuperável em subsídios de desemprego" e que seria, só num ano, "superior ao dobro do montante que a CGD se recusa a colocar numa empresa que é recuperável"

"A falência da Alicoop arrastará consigo a falência de muitas dezenas de fornecedores e produtores locais, tendo um efeito em cadeia no tecido empresarial da região do Algarve", disse ainda o deputado.

Mendes Bota apela assim "às características de razoabilidade e de bom senso que caracterizam a cúpula da CGD, para que evite associar o nome da instituição a uma malfeitoria de grande impacto social no Algarve, e aos Ministros da Economia (Vieira da Silva) e das Finanças (Teixeira dos Santos) para que exerçam a sua magistratura de influência".

Mendes Bota divulgou esta posição depois de se reunir com a União dos Sindicatos do Algarve e com a Comissão de Trabalhadores da Alicoop.

O dirigente político algarvio sublinhou que na reunião com a estrutura sindical "foi abordada a grave situação económica vivida na região, e que se traduz em cerca de 30.000 desempregados, segundo a estimativa dos sindicalistas".

"Com o turismo em queda, o comércio em crise, a construção quase desativada, e o sector primário ao abandono (agricultura, pecuária, pescas, florestas), o Algarve vive o período mais negro depois de 1975", afirmou Mendes Bota, acrescentando que "se acentua o desaparecimento brutal dos investimentos do Estado".

Lusa

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