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Em requerimento apresentado na Assembleia da República, o deputado social democrata, eleito pelo círculo de Faro, questionou o Ministério da Economia, da Inovação e do Desenvolvimento sobre as “medidas que pensa tomar, principalmente junto da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) para alterar a situação”.


No documento, Mendes Bota refere que reside “numa zona do Algarve, nos arredores de Loulé, onde desde há muito tempo são frequentíssimos os cortes no fornecimento de energia, faça chuva ou faça sol, seja inverno ou verão”.

O deputado social democrata refere que “os cortes” acontecem em várias regiões algarvias e aponta “relatos de pessoas de sete municípios onde a média de cortes foi de um ou mais por mês, e em seis concelhos foram superiores a um por semana”.

Acrescenta que, ao nível da iluminação pública, o “panorama também não é brilhante”, e critica o atraso na reposição de lâmpadas fundidas que “chega a atingir um ano”.

O social democrata acrecenta que as sucessivas interrupções no abastecimento elétrico “são responsáveis por avarias em eletrodomésticos e em material informático, sem esquecer os incómodos que a situação causa na vida das pessoas”.

Para Mendes Bota, a EDP como concessionária da quase totalidade da rede de distribuição de baixa tensão e “fornecendo um bem público de primeira necessidade, sem concorrência, presta um mau serviço de forma tão generalizada”, numa região com as caraterísticas e a importância do Algarve.

“A EDP apresenta resultados de exploração significativos e não se coíbe de aumentar as suas tarifas mesmo em tempo de crise. Seria bom que lucrasse um pouco menos e aumentasse a qualidade do serviço que presta”, concluiu o deputado social democrata.

Folha do Domingo/Lusa
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