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Ao final da manhã de hoje, nos cafés da baixa da cidade de Faro encontravam-se poucos ‘motards’ e, mesmo nas estradas do centro, poucos motociclos se via, apesar de se estar já no segundo dia oficial da 32.ª Concentração Internacional de Motos.

Na pastelaria Versailles, Francisco Ferreira remata com uma visível desilusão que este ano os motoqueiros “não são nem metade do ano passado”, o que resulta numa quebra de receitas: se no ano passado na quinta-feira já tinham faturado perto de 3.000 euros, este ano esse valor fica-se pelos mil.

No centro de imprensa da concentração, o Moto Clube de Faro acredita que os números rondem os mesmos do ano passado por esta altura, pelo que devem ser cerca de 10.000 os inscritos até aqui, sem que haja grandes distinções em relação a 2012 e com a noção de que é hoje que chega grande parte dos participantes, devido ao fim de semana.

Na praia de Faro o panorama já é outro. As filas para entrar na ilha não são longas, mas demoradas, o que faz com que vários optem por caminhar entre o recinto da concentração, no Vale das Almas, e a praia, onde as esplanadas estão repletas de ‘motards’.

Num dos cafés à entrada da ilha de Faro, Rui Barreto refere que o movimento está “ligeiramente mais fraco do que no ano passado”, mas diz que, de forma geral, se assemelha a 2012.

Ao lado, Manuel Montes confirma à Lusa esta ideia, mas desvaloriza a minúcia dos números: “Está um bocadinho mais fraco, mas não interessa”, afirma, na esperança de que os participantes espanhóis se façam sentir mais a partir de hoje.

Numa dessas esplanadas estão David, Oscar e Manuel, três espanhóis de Málaga, a quem as portagens não fazem diferença pela simples razão de “as estradas nacionais serem mais…” – David pausa e procura pela palavra, acabando por encontrá-la – “autênticas”. Por isso, viajam sempre, em Portugal e em Espanha, pelas nacionais.

“Há três anos que venho e está muito bem. É a melhor concentração da minha vida e vou continuar a vir”, diz David, que não poupa adjetivos ao evento, culminando no “perfeito”.

Paulo e André Fontes, dois irmãos de 39 e 33 anos vindos de Cantanhede, tiraram uns “diazitos” para vir à concentração, como tem acontecido nos últimos anos. Ambos admitem que está “mais fraco” em termos de pessoal, o que atribuem à crise, “como em todo o lado”.

Lusa

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