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Na mensagem natalícia deste ano, o bispo do Algarve realça que Deus vem como “luz” que “desfaz as sombras pandémicas” e afirma ser esta a “verdade” que a limitação, a que este “Natal diferente” “obriga”, permite “recordar.

“Também este ano a celebração do Natal nos vai trazer, mais uma vez, a certeza de que Deus, porque nos ama a todos como filhos, não desiste de nós, tal como nunca desistiu, mesmo nas horas mais sombrias, do povo de Israel. Manifesta-se como Luz que ilumina e desfaz as sombras pandémicas que nos envolvem, revelam a nossa fragilidade e vulnerabilidade e são causa de temor e de falta de esperança”, refere D. Manuel Quintas, sublinhando que essa “luz” é a “que brota do Deus-Menino nascido em Belém”.

Na mensagem de vídeo, inspirada na expressão bíblica “O povo que habitava nas trevas viu uma grande luz (Mt 4,16)”, divulgada esta noite nas redes sociais da Diocese do Algarve e do jornal Folha do Domingo, o bispo diocesano lembra que “celebrar o Natal é deixar-se iluminar pelo brilho desta luz, é deixar-se purificar e aquecer pelo seu calor”. “Esta Luz continua hoje, como há dois mil anos, a indicar a todos o caminho do sentido da vida e da construção de um mundo verdadeiramente humano. Luz que desfaz as sombras de um mundo confinado e abre o nosso coração aos outros, particularmente aos mais desfavorecidos”, prossegue.

D. Manuel Quintas afirma que “o mundo precisa urgentemente desta luz que vem do alto, atrai a si todos os povos e a todos orienta no caminho da partilha fraterna e do bem comum”. “Luz que, como nos recordou recentemente o Papa Francisco, nos leva a promover e a defender a dignidade de cada pessoa e faz renascer em todos o desejo de um anseio mundial de fraternidade”, prossegue, acrescentando que “a missão da Igreja e de cada cristão é refletir esta luz, que brota do recém-nascido em Belém”. “Este é o nosso serviço ao mundo: iluminar todas as realidades humanas, particularmente as situações onde a escuridão é mais densa como esta que atravessamos”, complementa, pedindo: “façamo-nos mensageiros desta Luz que, desde Belém, continua a brilhar para nós e para todos”.

D. Manuel Quintas recorda ainda que “neste tempo conturbado e sombrio de pandemia” é “frequente” escutar-se ou dizer-se que este ano todos se sentem “responsavelmente obrigados” a “celebrar um Natal diferente”.

O responsável da Igreja Católica algarvia lembra que “o termo ‘diferente’ assume uma abrangência muito diversa” devido aos “ausentes, antes habituais à mesa natalícia”, aos “familiares vítimas diretas ou indiretas da pandemia (falecidos, internados, contagiados, desempregados temporária ou já definitivamente)”, à “frugalidade, nestas circunstâncias, da refeição natalícia”, à “impossibilidade de exprimir os gestos habituais de afeto, mesmo entre a família alargada”, à “limitação das visitas ou saídas habituais nesta quadra, nomeadamente a hospitais, estabelecimentos prisionais e a lares de idosos”, ao “confinamento que, compreensivelmente”, “é imposto, pela necessidade de proteção mútua”.

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