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Mensagem quaresmal do bispo do Algarve apela à conversão e a uma Igreja de portas abertas

© Samuel Mendonça
© Samuel Mendonça

O bispo do Algarve apela, na sua mensagem para a Quaresma deste ano que ontem teve início, à conversão de vida e a uma Igreja de portas abertas.

No documento, divulgado ontem à noite e que tem como título o convite feito no momento da imposição das cinzas – “Arrependei-vos e acreditai no Evangelho (cf Mc 1,15) –, o mesmo que Jesus fez no início da sua pregação e ministério na Galileia –, D. Manuel Quintas indica dois textos do Papa que devem ser “companheiros de viagem” neste caminho de conversão quaresmal: a exortação apostólica ‘Evangelii Gaudium’ (A Alegria do Evangelho) e a mensagem para a quaresma deste ano.

“Só uma fé viva, uma esperança renovada e um amor «à medida do amor de Cristo» darão credibilidade à nossa solicitude para com os que vivem na «miséria material, moral e espiritual» e maior autenticidade ao testemunho da mensagem evangélica”, começa por lembrar o prelado relativamente à conversão de vida, convidando os cristãos a “renovar a fé, reavivar a esperança e reacender a caridade”.

D. Manuel Quintas adverte que “a conversão ao amor de Deus e dos irmãos só será autêntica se conduzir a um dinamismo missionário, levando a todos, sem exceção, o amor de Deus manifestado em Cristo, traduzido em gestos fraternos e solidários”.

O bispo do Algarve pede ainda aos algarvios que acolham com “maior intensidade” nesta Quaresma, o apelo do Papa Francisco a uma “Igreja em saída”, ou seja, uma “Igreja com as portas abertas” “para que os que procuram encontrar-se com Deus não esbarrem na frieza duma porta fechada”. D. Manuel Quintas explica que esta Igreja ceve ser como uma “mãe de coração aberto”, “solícita para com todos os que a procuram ou que são por ela procurados” e “que assume como primeira prioridade pastoral «pôr de parte a ansiedade para olhar nos olhos e escutar, ou renunciar às urgências para acompanhar quem ficou caído à beira do caminho»”.

O bispo diocesano escreve que, segundo o Papa Francisco, “um dos sinais desta abertura é ter, por todo o lado, igrejas com as portas abertas” e nesse sentido apela à incrementação de “grupos de voluntários” nas comunidades paroquiais, como “opção quaresmal de serviço à comunidade, que permita abrir as igrejas habitualmente fechadas, e aumentar o tempo de abertura das outras”.

Lembrando as palavras do Papa, D. Manuel Quintas sublinha que “todos podem fazer parte da comunidade, e nem sequer as portas dos sacramentos se deveriam fechar por uma razão qualquer, sobretudo quando se trata daquele sacramento que é a «porta»: o Batismo”. “A Eucaristia, embora constitua a plenitude da vida sacramental, não é um prémio para os perfeitos, mas um remédio generoso e um alimento para os fracos. (…) A Igreja é a casa paterna, onde há lugar para todos com a sua vida fadigosa”, escreve o prelado, citando a exortação apostólica de Francisco.

A Quaresma é um período de 40 dias – excetuando os domingos -, marcado por apelos ao jejum, partilha e penitência, que serve de preparação para a Páscoa, a principal festa do calendário dos cristãos.

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