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Luís Patrão, presidente do Turismo de Portugal, destacou o projeto Rota das Catedrais como “aliança estratégica” entre o Turismo e a Cultura, reconhecendo que esta é uma iniciativa que “merece todo o acolhimento” que visa “dar uma componente mais próxima da fruição turística e cultural aos monumentos”. “Não quero que sejam misturadas as deslocações de natureza turística com as de natureza religiosa”, salvaguardou, defendendo a necessidade de se “pensar em ações para atrair e reter as pessoas”.

Aquele responsável evidenciou que a “oferta patrimonial reforça o caráter único de um destino turístico” e sublinhou que “as catedrais encerram carga histórica que lhes dá autenticidade e encanto e que reforça a atenção que lhes dedicamos”.

Tomando o exemplo das catedrais, Luís Patrão defendeu um “projeto de valorização interior” e de “centros de interpretação” para os monumentos nacionais, uma vez que muitos não têm sequer condições de serem visitados.

Adiantando que o número de dormidas de estrangeiros em Portugal atinge, por ano, os 27 milhões, manifestou o desejo de duplicar esse número nos próximos 4/5 anos.

Francisco Lopes, presidente da Associação Portuguesa de Municípios com Centro Histórico, testemunhou a preocupação e o empenho dos municípios com a preservação do património e defendeu que cabe às autarquias o “dever de escolher” quais os casos prioritários.

O orador, que criticou o “peso da burocracia” e o “excesso de regras de natureza técnica”, apontou a crise como “nova oportunidade” para que os processos de reabilitação passem a estar centrados nas pessoas.

A terminar, pediu para se olhar de “forma integrada” para o património.

Vitor Gaspar, vereador da Cultura da Câmara de Santarém, partilhou a experiência daquele município na adesão a este projeto, sublinhou que a recuperação da catedral se insere na recuperação de outros monumentos municipais pela autarquia e manifestou o entendimento entre a edilidade, a diocese e o Estado para a recuperação catedralícia numa intervenção que ronda 1,7 milhões de euros.

Paula Silva, diretora regional de Cultura do Norte, aludiu ao “papel impulsionador da Rota das Catedrais na recuperação dos centros históricos”, lembrando que o património é gerador de emprego e pode ajudar a desenvolver a economia. “Não importa tão só reabilitar a catedral mas ver das suas potencialidades”, advertiu, considerando que a Rota das Catedrais “pode criar riqueza que permita continuar a preservação”.

António Pedro Pita, diretor regional de Cultura do Centro, garantiu que, “para as direções regionais da Cultura, este é um programa de particular responsabilidade”. Aludiu ao trabalho e responsabilidade das direções regionais da Cultura no projeto e disse ser “importante pensar dinamicamente o conceito de rota” e “aproveitar esta oportunidade para constituir conhecimento sólido das catedrais”.

Aquele responsável considerou que “a requalificação das catedrais será uma requalificação territorial”, apontando o “contributo fundamental” do projeto para a organização do território.

Maria de Fátima Eusébio, do Departamento de Bens Culturais da Diocese de Viseu, deteve-se na explanação da abrangência do projeto na sua diocese, garantindo que se pretende ter no futuro “uma atividade cultural com a comunidade envolvente”.

Também o padre Joaquim Ganhão, da Comissão para os Bens Culturais da Diocese de Santarém, se referiu ao alcance do projeto na sua diocese, testemunhando o “empenho pessoal” do seu bispo diocesano que viu neste projeto uma “janela para a salvaguarda da catedral”.

Samuel Mendonça

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