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Segundo fonte da Administração da Região Hidrográfica (ARH) do Algarve, no lado nascente da ilha já não existem casas, restando agora apenas metade das construções que existiam há poucos meses atrás.

A preia-mar (o nível mais alto a que maré sobe) prevista para hoje às 15:30 pode precipitar o colapso de mais habitações, disse à Lusa a mesma fonte, acrescentando que os técnicos daquele organismo estão a acompanhar a situação.

O mau tempo deve manter-se durante os próximos dias, com ventos que podem atingir os 50 quilómetros por hora, estando prevista ainda para quarta feira uma ondulação que pode atingir entre os quatro e cinco metros.

A destruição de casas devido à força do mar veio antecipar a demolição programada pelo Polis Ria Formosa, que previa a retirada de todas as construções daquela ilha, quantificadas em 77, mas que agora não ultrapassam as 39.

As casas destruídas este inverno na Fuseta são fruto de um fenómeno natural registado numa frente costeira de cerca de 100 metros, onde o mar rasgou a duna, galgando para a Ria Formosa.

Segundo fonte da ARH/Algarve, o mau tempo que tem vindo a ser registado nos últimos meses não causou problemas de maior nas restantes ilhas-barreira, tendo fustigado algumas casas mas sem as destruir.

Entretanto, a secretária de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades anunciou que as demolições das edificações existentes na ilha da Fuseta e que escaparam ao mau tempo vão ser antecipadas para o final de março.

A data das demolições nas restantes ilhas ainda não é conhecida, mas a identificação das famílias que serão realojadas e os possíveis locais para onde irão após as demolições deverão ser revelados até ao verão.

Cerca de metade do total das construções identificadas no levantamento efetuado ao abrigo do programa Polis Ria Formosa (2366) estão situadas na ilha da Culatra (núcleos de Culatra, Hangares e Farol, com 979 casas).

Seguem-se a ilha da Armona, com 809 casas, e a Praia de Faro, que, excluindo as construções existentes na zona desafetada, tem um total de 248 casas nos extremos que deverão ser demolidas (155 na zona poente e 93 na zona nascente).

Os sete ilhotes da Ria Formosa reúnem entre si 208 casas, sendo que o que tem mais construções é o do Ramalhete (com 64), sendo a ilha de Tavira a que tem menos construções, com um total de 46.

Lusa

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