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Os trabalhadores da Alicoop manifestaram-se hoje à tarde junto à sede da Caixa Geral de Depósitos, em Lisboa, na tentativa de alertar aquele banco para que inverta a posição de boicote à viabilização da empresa.

A Alicoop, em insolvência desde agosto, acumula dívidas de cerca de 80 milhões de euros, 20 milhões dos quais a fornecedores, e se o plano de viabilização do grupo não se realizar estão em causa mais de 500 postos de trabalho.

A data limite para a apresentação do plano de recuperação da Alicoop ao tribunal e que até ao momento não mereceu a aprovação dos bancos CGD, BPI e BPN foi segunda-feira, um dia antes da manifestação dos trabalhadores da empresa.

Em comunicado, o deputado e líder do PS/Algarve Miguel Freitas afirmou acreditar que "ainda há margem para encontrar uma solução" para a Alicoop, por considerar que "não estão esgotadas todas as possibilidades de trabalho" entre os credores envolvidos no processo.

Segundo o socialista, é preciso encontrar uma "solução sólida" e com sustentabilidade futura da actividade da empresa, que sublinha que até agora "ninguém manifestou interesse no encerramento da empresa".

"É necessário manter em aberto a linha negocial, para se aprofundarem soluções e serem discutidos o modelo económico e de gestão", referiu o deputado, que em novembro se reuniu com os intervenientes no processo.

"Todas as partes devem estar cientes das consequências das suas decisões", frisa, manifestando a sua preocupação face a um eventual encerramento da Alicoop, tendo em conta o "impacto brutal" que o mesmo terá no tecido social e económico da região.
Lusa

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