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Ministério do Ambiente prepara 12 intervenções em arribas do Algarve

Foto © Luís Forra/Lusa

O ministro do Ambiente anunciou ontem a realização de 12 intervenções em arribas de praias do Algarve, para minimizar riscos de derrocada, encontrando-se aprovado um investimento global de 108 milhões de euros para 47 obras no litoral.

“A queda dessas arribas é um fenómeno natural, que resulta da erosão, comum neste tipo de arribas, aliás, particularmente no Algarve (…), nós sabemos que há 12 desmontes que têm de ser feitos intencionalmente, porque está registado o risco e ele vai ser feito agora exatamente antes da época balnear”, afirmou João Pedro Matos Fernandes.

O governante acrescentou que os serviços tutelados pelo ministério, com exceção das derrocadas provocadas pelo mau tempo, procedem a intervenções de queda controlada de arribas instáveis, mas não é possível prever todas as situações e por isso aconselhou cautelas aos banhistas, que devem “respeitar a sinalização” existente nas praias.

“Estão neste momento aprovados 108 milhões de euros para cumprir 47 intervenções, de dimensões diferentes e essas 47 intervenções implicam um número de praias que há de ser próximo” da meia centena, explicou o ministro.

Segundo Matos Fernandes, nestas intervenções estão incluídas obras de consolidação de arribas e de falésias, algumas “que não dão diretamente acesso a praia alguma”, mas também ações “feitas do mar para a terra, como são muitas vezes as recargas de areias”, como a que está “a começar a partir do porto de Aveiro”.

“Temos em curso, de facto, do Minho ao Algarve um conjunto muito vasto de obras sempre com um objetivo, o objetivo de essencialmente proteger o litoral, garantindo que a linha de costa não recua, utilizando ao máximo obras e critérios de engenharia natural, mas evidentemente garantindo a fruição destes espaços que são das melhores imagens que Portugal tem”, vincou João Matos Fernandes.

Os trabalhos em curso, no âmbito do POSEUR (Programa Operacional da Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos), prolongar-se-ão até 2021, mas o ministro salientou que, perante o inevitável avanço e da subida do nível do mar, as “obras nunca terão fim” e, quem vier a seguir, “não vai poder parar”.

Na praia do Magoito, além da estabilização da arriba, a norte do areal, foi construído a sul um passadiço em madeira, adoçado à rampa existente, para afastar a circulação de pessoas da duna fóssil, classificada como geo-monumento, e reduzir o risco de uma eventual queda de blocos.

O presidente da Câmara de Sintra, Basílio Horta (PS), destacou que a intervenção visou “primeiro a segurança”, perante a necessidade de “proteger as pessoas” que se deslocam à praia, e permitiu recuperar “mais um acesso” ao areal, além de outro mais antigo ali existente.

“Estamos a melhorar o acesso a esta magnífica praia”, reforçou o autarca, que apontou ainda o investimento realizado pelo município na Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) para evitar descargas de emergência em caso de chuva intensa.

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