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Furo_aguaO ministério do Ambiente ordenou ontem a suspensão dos trabalhos de captação de água em curso no Rogil, no concelho algarvio de Aljezur, por excederem o volume de água previsto na licença atribuída à empresa responsável pelos furos.

Na terça-feira, a Plataforma Algarve Livre de Petróleo (PALP) apresentou uma denúncia às autoridades por desconfiar do objetivo das perfurações, em Aljezur, alegadamente para a captação de água subterrânea para rega agrícola, embora estejam numa área concessionada para prospeção de petróleo e gás natural.

Após uma ação de fiscalização extraordinária no local, a Inspeção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território (IGAMAOT) e a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) determinaram a “imediata suspensão” dos trabalhos, a cargo da empresa Domus Verde, Empreendimentos Imobiliários.

“Na sequência desta ação de fiscalização e avaliação do caudal debitado pelo furo de pesquisa de água subterrânea, para fins de rega agrícola, verificou-se que as disponibilidades de água excedem o volume de água atribuído por licença emitida pela APA em setembro de 2015”, lê-se no comunicado do ministério.

Os trabalhos ficarão suspensos até à “apresentação de ensaio de caudal que demonstre a necessidade de prossecução do aprofundamento da captação”, esclarece a nota.

A queixa apresentada pela plataforma, constituída por associações de ambientalistas ou de defesa do património, visava esclarecer “a razão pela qual um furo agrícola ultrapassa a profundidade de 300 metros”.

A PALP interrogava-se ainda sobre a necessidade de pesquisar litologias (estudo especializado em rochas e suas camadas) a essa profundidade numa exploração agrícola.

A PALP opõe-se à prospeção e exploração de gás natural e petróleo na região do Algarve, tanto em mar como em terra, e tem organizado protestos e sessões de esclarecimento sobre os riscos da atividade para o ambiente, o turismo ou a pesca.

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