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Foto © Samuel Mendonça

O Ministério Público formalizou a acusação contra um homem de 49 anos por alegadamente ter ateado sete focos de incêndio na zona de Monchique, em setembro de 2016, anunciou hoje a Comarca de Faro.

O arguido, de 49 anos, é acusado de ter ateado propositadamente sete fogos, tendo “parado o seu carro várias vezes ao longo da estrada e pegado fogo a mato seco com um isqueiro” num dia com temperaturas entre os 32 e os 40 graus centígrados e com humidade relativa inferior a 30%.

Alguns dos focos de incêndio atingiram grandes dimensões, consumiram milhares de hectares de mato e floresta, provocaram prejuízos de milhões de euros e obrigaram à retirada de dezenas de residentes e turistas hospedados na zona, sublinha a acusação.

O Ministério Público do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Faro, deduziu acusação para julgamento por tribunal coletivo contra o arguido pela prática de sete crimes de incêndio, um deles agravado.

O combate às chamas envolveu cerca de 1.700 bombeiros, 200 militares, 570 veículos, helicópteros, aviões médios e aviões bombardeiros.

O homem foi intercetado e detido quando ateava um incêndio numa zona isolada junto ao Alto da Fóia, na serra de Monchique, e posteriormente entregue à Polícia Judiciária (PJ), anunciou na altura a Guarda Nacional Republicana (GNR).

A detenção ocorreu durante ações de patrulhamento florestal, após a Proteção Civil ter pedido a intervenção da GNR e da Polícia Judiciária por estranharem um “número anormal de ignições” quase à mesma hora em vários locais do concelho de Monchique.

O inquérito foi dirigido pela secção de Portimão do DIAP, com a investigação delegada na Polícia Judiciária de Portimão.

O arguido encontra-se em prisão preventiva, esclarece a Comarca de Faro.

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