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De acordo com a descrição de Leonor Cipriano, ouvida na qualidade de testemunha, os inspetores puseram-lhe um saco na cabeça, pontapearam-na em todo o corpo e bateram-lhe com uma lista telefónica e um objeto de cartão contundente. Alegadamente, as agressões prosseguiram depois de a terem obrigado a ajoelhar-se em dois cinzeiros de vidro com arestas vivas, segundo ela transportados pelo próprio Gonçalo Amaral.

Nas alegações finais, a advogada de defesa dos dois arguidos – Aragão Correia e António Dores, Isabel Duarte considerou que a colocação de uma pistola perto de Leonor Cipriano, momentos antes da tortura física, fazia parte de uma estratégia congeminada pelos inspetores para que esta se suicidasse.

O Tribunal de Faro marcou para 17 de julho a leitura da sentença deste caso.

Rúben Oliveira com Lusa
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