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Ministério Público pede condenação mínima de 20 anos para homem que escondeu cadáver da namorada em Faro

Foto © Luís Forra/Lusa

O Ministério Público pediu ontem em tribunal que o homem suspeito de matar a namorada e ocultar o cadáver no quarto por mais de 24 horas, em Faro, seja condenado a uma pena de prisão mínima de 20 anos.

Na última sessão do julgamento, que ontem decorreu no Tribunal de Faro, o Ministério Público (MP) pediu uma condenação “não inferior” a 20 anos relativa apenas ao crime de homicídio qualificado, já que o arguido está também acusado de profanação de cadáver e coação agravada.

O delegado do MP considerou que Miguel Silva, de 38 anos, mostrou uma “vontade persistente” em matar Regina Nunes, de 21 anos, mostrando “frieza” e “desprezo pela vida humana”, apesar de hoje ter admitido o crime e mostrado arrependimento, o que só fez “depois de saber a prova produzida” contra si.

O caso, que remonta a setembro de 2016, começou a ser desvendado a partir de uma suspeita de tentativa de suicídio, depois de Miguel Silva se ter barricado no apartamento onde vivia com Regina e outra pessoa, ameaçando atirar-se da varanda de um 7.º andar, o que motivou a intervenção da polícia.

Durante o seu depoimento, o arguido assumiu que sabia o que estava a fazer e que optou por não parar de asfixiar a namorada, apesar de esta se debater, mas tentou atribuir os seus atos ao facto de estar “transtornado” com o consumo de cocaína e álcool nas horas que antecederam o crime.

Miguel Silva relatou que na noite anterior ao crime saiu à noite, tendo consumido drogas e álcool, o que continuou a fazer depois de ter chegado a casa, na sala de estar, já de manhã, enquanto Regina e a dona do apartamento dormiam nos quartos.

Por volta das 10:00, deitou-se ao lado da namorada, mas esta recusou-se a ter relações sexuais, gerando uma discussão que culminou com Miguel Silva a asfixiar Regina Nunes com o fio elétrico de um aquecedor que se encontrava perto da cama.

O homem manteve o cadáver da namorada durante mais de 24 horas no quarto, tendo saído de casa por duas vezes após o crime.

A leitura do acórdão está marcada para o dia 14 de março às 12:00, no tribunal de Faro.

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