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Miguel Macedo deslocou-se hoje aos dois concelhos algarvios afetados pelo fenómeno meteorológico que ocorreu ontem à tarde.

“Ninguém sabe falar neste momento de dinheiro, não vale a pena estar a atirar valores para o ar um pouco ao calhas. Não faz sentido que seja assim”, sublinhou, em declarações aos jornalistas em Silves, após uma visita a pé aos locais mais afetados pela intempérie naquela cidade.

Mostrando-se impressionado com a violência da destruição causada pelo vento, Miguel Macedo frisou haver disponibilidade do Governo para ajudar, com recurso a mecanismos diversos. “Essa ajuda, naquilo que depender do Governo e na medida das possibilidades do Governo, também não deixará de existir, como tem acontecido noutras situações”, afirmou.

Contudo, esclareceu que tal não significa que o Governo consiga “resolver todos os problemas”, até porque passaram apenas 24 horas desde o temporal que atingiu os concelhos de Lagoa e Silves.

Em Silves, o temporal causou danos avultados nas piscinas municipais, que estão inutilizadas, no edifício da câmara e mercado municipal e também no Estádio do Silves Futebol Clube, cujo muro e bancadas desabaram.

De acordo com o presidente da autarquia, Rogério Pinto – empossado há cerca de duas semanas, após a saída da anterior presidente para outro cargo público -, os prejuízos no concelho ascendem a vários milhões de euros.

Quanto à natureza do fenómeno meteorológico que se registou naquelas duas cidades, Miguel Macedo preferiu não classificá-lo como tornado, já que estas “são questões técnicas”.

Em Lagoa, o temporal causou sobretudo estragos na zona nova da cidade, uma área maioritariamente residencial, tendo destruído a fachada de entre 70 a 80 apartamentos, segundo a câmara.

O Instituto de Meteorologia classificou a situação como “fenómeno extremo de vento” e “tempo severo” e admitiu que se pode repetir por se tratar de algo imprevisível.

O ministro da Administração Interna afirmou mesmo que não havia possibilidade de prever o fenómeno meteorológico, mesmo com os alertas de mau tempo. “Recebi a informação de que havia situações de alerta para a possibilidade de ocorrência de mau tempo. Agora, não era previsível, não há possibilidade de prever uma situação como aquela que ocorreu aqui ontem”, afirmou aos jornalistas, à chegada ao quartel de bombeiros de Silves para uma reunião com bombeiros e responsáveis das autarquias afetadas.

O ministro ressalvou que a Proteção Civil emitiu avisos para a possibilidade da ocorrência de mau tempo, mas salientou que é muito difícil prever um fenómeno daquele género.

“Eu próprio recebo esses alertas. Recebi os avisos da possibilidade de mau tempo, não daquela ocorrência, que é inopinada e é um fenómeno extraordinário do ponto de vista climatérico”, declarou.

Lusa

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