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O padre Manuel Honorato Antunes com o bispo do Algarve, D. Manuel Quintas • Foto © Samuel Mendonça

A Congregação dos Missionários Filhos do Imaculado Coração de Maria (claretianos) vai deixar a Diocese do Algarve ao fim de mais de 40 anos de serviço nas paróquias de Ferragudo, Odiáxere, Alvor (incluindo a comunidade de Montes de Alvor), no vicariato do Sagrado Coração de Jesus da Pedra Mourinha, em Portimão e no concelho de Vila do Bispo, nas paróquias de Raposeira, Sagres e Vila do Bispo.

Do percurso iniciado na década de 70 do século passado fica também a construção do Centro Paroquial de Alvor, junto à igreja local, da igreja da Penina e do Centro Paroquial de Santo André, junto àquela igreja, de que foi responsável o padre Manuel Honorato Antunes, sacerdote claretiano de 91 anos, que irá agora deixar a diocese.

Fica ainda a construção da igreja paroquial da Pedra Mourinha (ainda em curso), onde a comunidade se reúne atualmente para celebrar a eucaristia, a cedência pela Câmara de Portimão à paróquia de Alvor de um terreno, a título gratuito e por um período de 50 anos, para construção de um Centro de Juventude e a construção da igreja de Sagres levada a cabo pelo falecido padre António Rodrigues Alves, também sacerdote claretiano.

O padre Honorato Antunes nasceu a 29 de janeiro de 1926 na freguesia de Penalobo, concelho de Sabugal, Guarda. Entrou a 8 de outubro de 1940 no Seminário de Alpendorada (Marco de Canaveses). Estudou depois filosofia em Jerez de Los Caballeros, Badajoz, e recebeu a ordenação sacerdotal em Valls (Tarragona) a 28 de junho de 1953, tendo completado este ano 64 anos de sacerdócio. Três meses depois, partiu para São Tomé e Príncipe como missionário.

Entre 1954 e 1955 exerceu funções de superior e pároco de Nossa Senhora das Neves, e entre 1955 e 1956, pároco de Santana. No triénio de 1956 a 1959 foi superior e pároco de Nossa Senhora da Conceição, na Ilha do Príncipe. Voltou a São Tomé nessa altura para desempenhar funções de superior e pároco da Santíssima Trindade (1959-1965). Entre 1965 e 1974 viveu na casa da cidade capital e aí desenvolveu assumiu a paroquialidade de Nossa Senhora da Graça (Sé), tendo regressado em 1976 a Portugal.

O padre Manuel Honorato Antunes – que chegou a ser encarregado em abril de 1978 da paróquia de Odiáxere e foi de 13 de setembro de 1991 a 7 de outubro de 2001 também pároco “in solidum” (moderador) de Ferragudo juntamente com o padre Manuel Leitão Marques – era prior de Alvor desde 1976 e do vicariato do Sagrado Coração de Jesus da Pedra Mourinha, em Portimão, desde 2001.

O município de Portimão, que também lhe atribuiu o título de cidadão benemérito, distinguiu o sacerdote em 2010, em cerimónia presidida pelo presidente da República Cavaco Silva, com a Medalha de Serviço Distinto – Grau Ouro. O padre Manuel Honorato Antunes foi também condecorado pela Junta Regional do Algarve do Corpo Nacional de Escutas com a Cruz de São Jorge – 2ª Classe Prata pela “dedicação” àquele movimento.

O padre Manuel Leitão Marques já falecido • Foto © Samuel Mendonça

Ao padre Honorato Antunes juntou-se, em 1979, o padre Manuel Leitão Marques que veio trabalhar primeiro para a paróquia de Odiáxere e depois para Alvor, à qual juntou, em 2001, a colaboração no vicariato da Pedra Mourinha, em Portimão.

Para além de ter iniciado a construção da igreja da Pedra Mourinha, o sacerdote falecido em outubro do ano passado, foi também capelão do hospital de Portimão e responsável pelo Setor da Pastoral do Turismo da diocese algarvia. Neste âmbito, desenvolveu um serviço de acolhimento aos turistas participantes nas celebrações eucarísticas dominicais algarvias que passava pela elaboração de um suplemento litúrgico com tradução para inglês.

Em 2012, a Câmara de Portimão atribui-lhe o Diploma de Mérito Municipal – Grau Ouro.

O padre António Rodrigues Alves já falecido • Foto © Samuel Mendonça

A comunidade claretiana no Algarve foi acrescentada com o padre António Rodrigues Alves, falecido em janeiro de 2014, que foi pároco de Raposeira, Sagres e Vila do Bispo de setembro de 1995 até setembro de 2007, tendo a construção da igreja de Sagres ficado como um dos principais marcos da sua passagem pelo Algarve.

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