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A unidade de formação ficará instalada no Centro de Recursos e Proteção Civil de Monchique, projeto com um investimento previsto de 500 mil euros, financiado em 85% por fundos comunitários, cujo início da construção está previsto para o final de agosto.

“Este projeto é a concretização de uma ideia ambiciosa e que tem passado por várias etapas, desde a unidade de formação, até ao compromisso das entidades com o projeto e a aprovação de financiamento”, afirmou à agência Lusa Rui André, presidente da Câmara de Monchique.

De acordo com o autarca, no centro ficará instalado o novo heliporto, “com capacidade para helicópteros pesados e de passageiros, em substituição do existente que tem poucas condições para este tipo de aparelhos”.

O presidente da Câmara de Monchique indicou que “o processo ficou definido, depois das reuniões mantidas com os presidentes da Escola Nacional de Bombeiros, da Federação dos Bombeiros do Algarve e do comandante distrital de Proteção Civil”.

O autarca acrescentou que a unidade de formação pretende ser uma infraestrutura de âmbito regional para dar resposta à formação dos bombeiros de toda a região algarvia e do Baixo Alentejo.

“Num futuro próximo, a unidade poderá acolher outra formação especializada em áreas sensíveis neste território, assim como formação resultante de outras parcerias com diversas entidades”, sublinhou o autarca.

Segundo Rui André, também já foram “encetadas conversações com a Força Aérea Portuguesa, porque além da componente operacional de proteção civil e do Centro de Defesa da Floresta Contra Incêndios, este espaço poderá servir de alojamento e pernoita de militares e outros efetivos, para além da utilização para acolher outras pessoas e bens em situação de catástrofe ou incêndio”.

“Esta é uma aposta prioritária da Câmara, não só devido à vasta área florestal e particularidade em termos de risco de incêndio que o concelho apresenta, bem como a necessidade de rentabilização económica deste território que urge defender, de forma a assegurar a sua sustentabilidade”, concluiu Rui André.

Lusa

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