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Monumentos do Algarve batem recorde com cerca de meio milhão de visitas

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Os monumentos tutelados pela Direção Regional de Cultura do Algarve registaram de janeiro a novembro um número recorde de perto de meio milhão de visitantes, o que representa um aumento de 10,6% comparativamente com 2017, anunciou o organismo.

A Direção Regional de Cultura do Algarve (DRAPALG) precisou que este registo foi alcançado nos monumentos “afetos à Direção Regional de Cultura do Algarve, com estruturas de acolhimento – Fortaleza de Sagres, Ermida de Nossa Senhora de Guadalupe, Monumentos Megalíticos de Alcalar e Ruínas Romanas de Milreu –“, que conseguirem até novembro “o maior número de visitantes desde que existem registos, aproximando-se, no seu conjunto, às 500.000 visitas no final 2018”.

“Até novembro deste ano, de 427.972 visitantes do ano anterior, passou para 473.340, correspondendo a um aumento global de 10,60%”, quantificou o organismo público num comunicado.

A mesma fonte precisou que “a afluência de visitantes nos diferentes monumentos não é simétrica, quando comparada com o ano anterior” e houve locais onde a “tendência verificada foi de ligeira redução em relação aos valores do ano passado”.

“Mas mais uma vez foi na Fortaleza de Sagres que se verificou o crescimento mais expressivo, contribuindo para os valores globais alcançados”, salientou a DRAPALG, frisando também que foram os estrangeiros quem mais contribuiu para esses números, com “85,36%, contra 14,64% de nacionais”.

O único monumento onde a diferença entre visitantes estrangeiros e nacionais mais se esbateu foi o Megalítico de Alcalar, que registou a entrada de 45,46% de visitantes portugueses, acrescentou a Direção regional algarvia.

“Estes imóveis têm vindo a ser dinamizados através do programa DiVaM, com várias atividades de caráter multidisciplinar, que têm permitido aos visitantes e comunidades locais a fruição desses espaços com incremento de oferta cultural”, destacou a DRAPALG, referindo estarem em curso “intervenções de manutenção e valorização com recurso a candidaturas a fundos comunitários e nacionais” em alguns destes monumentos.

A Direção Regional congratulou-se com o “trabalho efetuado nestes monumentos ao longo dos anos” e exemplificou o reconhecimento que lhes tem sido dado, “nomeadamente à Fortaleza de Sagres, com a atribuição da Marca Património Europeu em 2015 e mais recentemente o título honorífico de ‘Lugar Internacional de Cultura e Paz’, atribuído pelo Observatório Internacional de Direitos Humanos”.

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