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Fonte policial disse à agência Lusa que a desocupação dos 15 fogos está a ser pacífica e que apenas sobre um dos moradores recaíam atenções especiais, embora não se tenha registado qualquer desacato.

As forças policias chegaram ao local pouco depois das 09:00, numa altura em que os moradores do bairro, situado na Salema, já retiravam parte dos seus pertences do interior das habitações.

Um dos moradores, José Fernandes, assegurou à Lusa que não iria opor-se nem enfrentar as forças policiais, mas lamentou que o caso tivesse tido um desfecho "dramático" para as famílias mais necessitadas.

As famílias que não tenham alojamento alternativo vão ser realojadas provisoriamente, enquanto que aquelas identificados como mais carenciadas serão realojadas em definitivo, confirmou à Lusa o presidente da autarquia, Adelino Soares.

A operação, que deve prolongar-se durante todo o dia, está ser acompanhada por técnicos da Segurança Social de Faro, da Câmara de Vila do Bispo e do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU).

Quinze famílias daquele bairro foram notificadas judicialmente para abandonarem, entre hoje e terça-feira, as casas da cooperativa de habitação social que ocuparam há 21 anos, na sequência de um processo judicial movido pelo IHRU.

A construção das 48 moradias, destinadas a habitação social, iniciou-se em 1989 pela cooperativa do bairro Encosta do Sol, financiada pelo ex-Fundo de Fomento de Habitação, em terrenos cedidos pela autarquia.

De acordo com o IHRU, em 1991, 18 dos cooperadores que não tinham feito escrituras de compra e venda ocuparam ilegalmente as habitações que estavam por vender, recusando-se a regularizar a sua situação por discordarem do preço atualizado das habitações que lhes estavam destinadas.

Desde 2010 que os ocupantes estão notificados judicialmente, tendo-se recusado a desocupar e a entregar as habitações.

Em janeiro de 2012 e perante a recusa em abandonarem voluntariamente as casas, o IHRU solicitou ao Tribunal de Lagos que autorizasse "o recurso ao uso da força pública" para desocupar as habitações, o que foi deferido no dia 20 de junho.

Lusa

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