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"Eu tremia por todo o lado, a parede parecia que andava num vaivém", descreveu Isabel Condeça, admitindo que entrou em pânico apesar das tentativas do marido em acalmá-la.

No momento da tempestade, Isabel e Herculano Condeça estavam em casa e só se aperceberam do que realmente tinha acontecido quando saíram para a rua e se depararam com uma imensidão de destroços espalhados pela rua.

"Ouvi um grande barulho, de coisas a caírem e a voarem e senti tudo a tremer", conta Herculano, de 66 anos, admitindo que em toda a sua vida nunca testemunhou nada semelhante.

O casal reside na rua dos bombeiros municipais, frente ao pavilhão desportivo de Silves, cujo muro desabou quase todo para a estrada com a força do vento, deixando a estrada repleta de destroços.

Uma das balizas do campo de futebol foi mesmo atingir a janela do quarto do casal, partindo os vidros e a persiana, refere Herculano, acrescentando que não sabe como vai arranjar dinheiro para pagar os estragos.

Nas ruas da baixa de Silves procedem-se ao final da tarde a trabalhos de limpeza e remoção de árvores, telhas, tijolos e todo o tipo de destroços que o vento espalhou pelas vias.

A maioria dos cafés e restaurantes da zona ribeirinha encerraram entretanto, havendo muitas esplanadas e toldos destruídos.

Muitas dezenas de carros ficaram com os vidros partidos na sequência da tempestade, obrigando os proprietários a colocarem plásticos de proteção.

A Lusa constatou ainda a existência de algumas varandas de prédios danificadas, num cenário de destruição em que está gradualmente a ser reposta a normalidade.

O mau tempo está ainda a provocar cortes temporários no fornecimento de energia elétrica à cidade.

Lusa
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