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O homem, de 19 anos, armado com uma caçadeira de canos serrados, barricou-se ao início da manhã, num prédio na Avenida Sá Carneiro, em Quarteira, depois de ter atingido a tiro um militar da GNR.

Acabou por ser dominado pelo Pelotão de Intervenção Rápida da Guarda Nacional Republicana (GNR), ao fim de quatro horas, de cerco policial, sem que houvesse troca de tiros.

Um dos moradores que pediu o anonimato por recear “represálias”, contou que “acordou pouco depois das 07:00 com grandes pancadas na porta da entrada”, mas que decidiu não abrir a porta por “recear ser um assalto”.

“Fiquei assustado, chamei a minha mulher e ficámos na expetativa, porque não sabia o que se passava. Não fui aventureiro ao ponto de abrir a porta”, sublinhou aquele residente do prédio de sete andares na Avenida Sá Carneiro, em Quarteira.

“São frequentes os desacatos na rua, mas nunca pensei que isto pudesse um dia acontecer-me, porque geralmente pensamos que só acontecem aos outros e nos filmes”, disse à Lusa, demonstrando ainda algum nervosismo.

Outro dos residentes que também pediu anonimato, disse igualmente ter “acordado com grandes pancadas na porta”, o que o levou a telefonar para a GNR, sendo aconselhado a manter-se em casa e a reforçar a entrada com móveis para evitar que o homem conseguisse entrar.

“A GNR informou-me do que se passava e segui os seus conselhos, e encostei uma mesa à porta. No entanto, o indivíduo não repetiu as pancadas”, destacou.

Os moradores disseram ainda que, a pedido das autoridades, permaneceram nas suas casas durante o cerco policial, “por recearem pelas suas vidas”.

Após a detenção, o homem, de 19 anos, foi transportado para o Hospital de Faro, para ser assistido a pequenas escoriações.

Lusa

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