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A via, projectada a partir do nó de Estoi da Via do Infante/A22 terá um percurso de quatro quilómetros, atravessando a EN2 no sítio das Campinas e continuando, paralelamente à EN 2 até Faro.

O grupo parlamentar do CDS-PP lembra que a referida variante “ocupará os melhores solos do concelho de faro e do Algarve, constituídos por terrenos de aluvião”, e, “a confirmar-se a construção da via, surgirão danos agrícolas, ambientais e económicos irreversíveis, prejudicando inúmeras famílias”.

No documento enviado aos deputados centristas, segundo os residentes, “existe um traçado alternativo, viável e possível, que não apresenta os inconvenientes supra expostos, que passaria a Nascente da EN2 e da ribeira do Rio Seco, acrescendo até que, à partida, apresentaria cumulativamente custos menores em termos de execução de obra, traçado esse que aparentemente terá sido ignorado e posto de lado sem qualquer justificação ou explicação plausível”.

Tendo em atenção esta comunicação, os deputados do CDS-PP, incluindo o algarvio Artur Rêgo, apresentaram ao ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, um requerimento onde perguntam se o governante tem conhecimento da situação, se foram efectuados estudos de impacto ambiental ou outros, se estão definidas as consequências negativas e também as razões que levaram ao abandono de outro traçado alternativo.

PCP também questionou o Governo

Recorde-se que já o PCP questionou o mês passado o Governo, através dos ministérios do Ambiente, Obras Públicas e Agricultura acerca do traçado da futura ligação entre Faro e o nó de Estói da Via Infante/A22.

Na altura, o grupo parlamentar do PCP decidiu questionar o Governo quanto à viabilidade do traçado proposto, perguntando ainda se as pessoas abrangidas foram ouvidas e se foram desenvolvidos estudos.

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