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O fogo, que deflagrou ao início da tarde de quarta-feira, está a ser combatido por mais de 400 homens, apoiados por aviões bombardeiros e helicópteros, mas mantém-se ainda por controlar, com quatro frentes ativas.

Em declarações à Lusa, José Rodrigues, que mora na aldeia de Cachopo, explicou que não dorme há mais 24 horas para tentar ajudar as pessoas que estão a ser mais afetadas pela proximidade das chamas.

O fogo "tem andando aqui a rondar desde ontem e estamos a fazer o que podemos", afirmou, elogiando o trabalho que tem sido realizado pelos bombeiros.

Apesar de não ter tido qualquer propriedade em risco, José Rodrigues disse que tem estado a ajudar outras pessoas, tentando apagar pequenos focos de incêndio ou ajudando a retirar bens das casas.

"Temos que ser uns para os outros, eu não tenho nada, mas há quem tenha e possa aperder tudo e temos que nos ajudar", sublinhou.

Igualmente preocupado estava Manuel António Rosa, que disse ter uma área de sobreiros e uma horta na zona da Catraia, onde o fogo deflagrou, pelas 14:00 de quarta-feira.

"Ainda não consegui ir lá ver o que se passou, porque não dá para passar. O fogo tem andado aqui à volta e agora é esperar para ver como as coisas ficaram", lamenta.

No centro da povoação, vários habitantes comentavam a evolução do incêndio e a dificuldade em extingui-lo, alguns visivelmente transtornados.

Uma das pessoas com quem a Lusa tentou falar, que não é residente na zona, mas cujos pais são, estava muito perturbado com a situação, pelo facto de os pais serem idosos.

Sem se alongar em comentários, disse apenas esperar que bombeiros apaguem rapidamente o fogo.

Às 15:30 encontrava-se já também no local do inc~endio um helicóptero da Força Aérea Portuguesa, que se juntou aos oito meios aéreos já destacados para o combate às chamas.

As autoridades decretaram entretanto o estado especial de alerta, que passou para nível laranja (o segundo mais grave numa escala de quatro) no distrito de Faro, para "aumentar a prontidão das forças em 50 por cento e o seu refrescamento", pois há operacionais a combater o fogo há longas horas.

O incêndio deflagrou cerca das 14:00 de quarta-feira, em Catraia, na freguesia serrana de Cachopo, mantendo-se ativo há 24 horas.

Os bombeiros do Algarve foram reforçados com equipas de Beja, Évora e Setúbal, a que se juntaram cinco pelotões militares.

Lusa

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