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Em comunicado, aquele movimento autárquico considerou a Agência Lusa como “um pilar essencial” numa região com um “peso económico e frequência de acontecimentos e eventos” como o Algarve.

“É um duro golpe na democracia, porque sem comunicação social e sem informação aumenta o obscurantismo e consolida-se a prática de ‘o Terreiro do Paço manda e o resto do país obedece’”, sustentou o movimento liderado pelo ex-autarca José Vitorino.

Para o CFC, o panorama da informação no Algarve “tende para o descalabro, não por falta de jornalistas, mas por falta de condições” e refere casos de jornais e rádios da Imprensa regional que, “ou já fecharam, ou debatem-se com problemas de sobrevivência”.

Quanto aos órgãos de comunicação social nacionais, públicos e privados, evocou também os casos da RTP e RDP, cujas incertezas “são imensas”, para lamentar que estejam “reduzidos aos serviços mínimos”, em termos de meios humanos e técnicos.

“O País vai morrendo e sendo sufocado pelos poderes de Lisboa, que só olham para os seus umbigos e em que o resto do País serve apenas para fazerem os negócios que lhes interessam”, concluiu o movimento CFC, que promete continuar a lutar “sempre e cada vez mais” pelos direitos de Faro e do Algarve.

O encerramento dos espaços físicos onde funcionavam as instalações da agência em Coimbra, Évora e Faro foi decidido pela administração da Lusa no final de 2009 e teve a concordância da atual e anterior direções de informação, mantendo-se em funções os jornalistas destacados em cada uma das regiões, de acordo com a empresa.

Lusa

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