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Em comunicado, o movimento CFC declara que está em curso uma “manobra” da Câmara e do programa Polis “para expulsar os pescadores da Ilha de Faro, com aliciamentos para irem viver para Quarteira e outros locais”.

O movimento CFC refere que a autarquia e a Sociedade Polis de estarem “obcecados” em avançar com as demolições e que o querem fazer à custa do fim da pesca.

“É um escândalo e uma vergonha. A Ilha de Faro era de pescadores que habitavam na zona central. Na década de 50, o poder público obrigou-os a irem para os extremos nascente e poente.

Agora, querem demolir as casas e expulsá-los da Ilha”, acusa o movimento autárquico liderado por José Vitorino, ex-autarca de Faro.

José Vitorino apela, na nota de imprensa, à Câmara para assumir as suas responsabilidades na defesa do setor e do concelho, referindo que com aquelas manobras, nem o Polis, nem a autarquia estão a criar infraestruturas para os pescadores, contribuindo para levar à extinção da actividade piscatória.

No início do mês de outubro, por ocasião da praia-mar, e devido à ondulação de quatro a cinco metros, o mar galgou a estrada de acesso à ilha de Faro, obrigando à sua interdição.

O presidente da Câmara de Faro anunciou, nessa altura, que aguardava a conclusão de estudos do LNEC para saber se havia possibilidade de alterar o traçado da estrada de acesso à Ilha de Faro.

Macário Correia sublinhou que algumas habitações poderão ter de ser retiradas do local, mas disse que a autarquia "assegurará a transferência daquelas famílias em que esteja em causa a primeira habitação".

A agência Lusa contactou hoje a Câmara de Faro e a Sociedade Polis Ria Formosa, mas nenhuma destas autoridades locais quis comentar as acusações do movimento CFC.

Lusa

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