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“A redução do horário das cerimónias da receção ao caloiro impostas pelo presidente da Câmara Municipal de Faro, é mais uma bronca e um ato de prepotência, ao atentar contra as tradições universitárias e rasgar compromissos já assumidos pelo vereador do pelouro”, lê-se num comunicado enviado hoje à comunicação social.

Segundo o movimento Com Faro no Coração (CFC), o autarca Macário Correia “atentou contra as tradições universitárias e rasgou compromissos assumidos pelo vereador, desautorizando-o”.

O movimento reitera que está “solidário” com a Associação Académica e com os estudantes nos seus protestos, e contra o “ato” de Macário Correia que confirma o “radicalismo e falta de bom senso”.

“A Universidade é essencial para Faro, o que justifica um equilíbrio pelas grandes iniciativas dos estudantes e a realidade dos cerca de 50 milhões de euros injetados na economia do concelho. Não perceber isto é não perceber nada”, acrescenta a nota de imprensa.

Cerca de dois mil estudantes da Universidade do Algarve concentraram-se quarta-feira à frente da Câmara de Faro para pedir ao presidente autarquia, Macário Correia, que reavaliasse a decisão de reduzir os horários de abertura do recinto em que decorrerá a festa de receção aos novos alunos.

Macário Correia recusou reconsiderar, invocando a lei do ruído, e comunicou que apenas autorizaria outros horários se os estudantes entregassem assinaturas dos moradores próximos do recinto.

Face à decisão do autarca, o presidente da Associação Académica da Universidade do Algarve, Guilherme Portada, convocou uma Assembleia Magna para votar dois dias de luto académico como protesto contra a decisão da Câmara de Faro de reduzir os horários da Festa do Caloiro.

Lusa

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