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"A AMAL vem manifestar publicamente o seu protesto e desagrado com o anúncio do senhor secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações acerca do fim do sistema de isenções de pagamento de portagens na Via do Infante", pode ler-se num comunicado da comunidade intermunicipal algarvia.

A AMAL, presidida por Macário Correia (PSD), que também preside à Câmara de Faro, considera que não há condições para o Governo terminar com as isenções no pagamento de portagens para residentes enquanto as obras de requalificação da Estrada Nacional 125 não estiverem concluídas.

"O tráfego na A22, que já diminuiu 60 por cento nos primeiros dois meses deste ano, irá diminuir ainda mais com o fim da isenção de portagens agora anunciado, o que vai agravar a já difícil situação que os municípios, as empresas e a população do Algarve em geral atravessam e contribuirá, certamente, para aumentar a taxa de desemprego (da região), que é a mais elevada do país", referiu a AMAL.

A comunidade intermunicipal apelou, por isso, ao Governo para que prorrogue a isenção de portagens para residentes até as obras de requalificação da EN125 estarem concluídas.

Quando introduziu portagens nas antigas autoestradas SCUT (sem custos para o utilizador), a 08 de dezembro de 2011, o Governo criou um regime de isenções para residentes que deveria vigorar até 30 de junho passado, mas um dia antes do prazo anunciou uma prorrogação da medida por mais três meses, terminando a 30 de setembro.

Segundo a RTP, o Governo confirmou hoje que as isenções vão mesmo terminar por haver uma norma comunitária que impede a sua revogação.

Lusa

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