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O secretário da Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL) anunciou ontem que a associação de municípios está empenhada em garantir, a partir de junho, um menu vegetariano em todos os refeitórios escolares com base em produtos biológicos.

“No quadro do que é a nossa responsabilidade, enquanto central de compras dos municípios, vamos avançar para um acordo no sentido de implementar a dieta vegetariana com produtos biológicos em todas as escolas e cantinas públicas”, disse à agência Lusa, o secretário da AMAL, Miguel Freitas.

Segundo Miguel Freitas, a AMAL vai abrir um concurso para todas as escolas do Algarve, para garantir um menu vegetariano em todas as cantinas públicas, “depois de ser feito o levantamento dos jovens vegetarianos e aqueles que têm pretensão a isso”

“Esse levantamento, é algo que devemos e vamos fazer até ao mês de junho”, assegurou.

O responsável da associação que reúne os 16 municípios do Algarve foi um dos oradores do seminário “Planeamento de refeições vegetarianas para crianças em restauração coletiva”, organizado pela Câmara de Loulé e pelo PAN (Pessoas Animais e Natureza), com o apoio da Associação Vegetariana Portuguesa.

A obrigatoriedade de os refeitórios e cantinas públicas de escolas, universidade, autarquias, serviços da administração pública e estabelecimentos prisionais, apresentarem um prato vegetariano foi aprovada em março passado pela Assembleia da República e deverá aplicar-se a partir de junho.

Miguel Freitas adiantou que a associação de municípios “está já a trabalhar em várias frentes, nomeadamente na defesa da agricultura biológica, a incentivar os pequenos produtores a apresentarem os seus produtos para que sejam integrados nos menus escolares para efetivar a dieta vegetariana”.

O responsável pela divisão de Educação da Câmara de Loulé, António Martins, disse à Lusa que o seminário de ontem, pretendeu “chamar a atenção, sensibilizar e explicar aos técnicos que trabalham com as cantinas das escolas, que é possível fazer uma alimentação equilibrada” só com alimentação vegetariana.

“Para mostrar que a comida vegetariana é saudável, incluímos nesta iniciativa especialistas em alimentação e um chefe para demonstrar de forma teórica e prática aos participantes, e sensibilizar todos aos agentes que trabalham em alimentação nas escolas”, destacou.

O responsável acrescentou que a introdução de um menu vegetariano diário no menu escolar “não será difícil, até porque já existiam escolas que faziam algumas variantes para alunos com essas necessidades”.

“A ideia é utilizar os vegetais de base já integrada na alimentação escolar, em sopas, saladas e também as leguminosas, ou seja, aproveitar no fundo aquilo que já era utlizado e, melhorando a planificação e organização das refeições, poder fazer diariamente uma alternativa vegetariana que possa suprir todas as necessidades alimentares dos alunos”, concluiu.

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