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Museu Municipal de Faro mostra diferentes gerações do surrealismo português

O Museu Municipal de Faro inaugura no sábado uma exposição com duas dezenas de obras de autores de diferentes gerações do surrealismo português, na qual se vão cruzar diversas artes, disse ontem à Lusa o diretor.

Segundo Marco Lopes, a mostra inclui pinturas de uma geração mais antiga de artistas, como Mário Cesariny, António Dacosta, Graça Morais, Paula Rego e Cruzeiro Seixas, mas também peças de artistas mais recentes, como Jorge Feijão, Mumtazz, Rui Horta Pereira e Samuel Rama.

“Quisemos fazer a ponte entre o passado e a atualidade das artes plásticas dentro da linguagem surrealista, interligando as épocas e diferentes conjunturas, já que os motivos de inspiração para o surrealismo são hoje completamente diferentes do que eram no passado”, sublinhou.

Além de pinturas, a exposição “A evolução do braço – Surrealismo na Coleção Millennium BCP e alguns ecos contemporâneos”, patente até 23 de setembro, vai ainda exibir desenhos, peças de tapeçaria, uma escultura em areia, uma instalação sonora e uma pintura mural, adiantou Marco Lopes.

A mostra vai estar dividida em duas salas: uma mais dedicada à pintura e aos “históricos” do surrealismo nacional, no primeiro piso do museu, e outra, na capela do museu, mais centrada na nova geração de artistas, embora também com duas peças de tapeçaria de Graça Morais e Cruzeiro Seixas.

A exposição, que será visitável diariamente, decorre de uma parceria com a Fundação Millennium BCP, que cedeu parte da sua coleção para o efeito.

A mostra, que tem a curadoria de Nuno Faria, pretende afirmar o Museu Municipal de Faro como um dos principais palcos da agenda expositiva de arte contemporânea no Algarve.

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