Pub

Ana Ramos Pereira, investigadora do Instituto de Geografia e Ordenamento do Território (IGOT), enunciou que 57 por cento da subida do nível das águas se deve à expansão térmica dos oceanos e apenas 28 por cento ao degelo dos glaciares e cabos de gelo, sendo os restantes 15 por cento devidos a causas diversas de caráter local.

A especialista da Universidade de Lisboa falava à Lusa à margem do encontro Mar Português, que hoje começou na Universidade do Algarve, em Faro.

“O nível das águas está a subir há 18 mil anos, não é só agora, em consequência do aquecimento do planeta”, sublinhou ressalvando que na última década esta foi uma tendência que se acelerou.

“Mas mesmo que o aquecimento do planeta parasse de repente, como há um enorme volume de ar, a sua inércia não permitiria que parasse a subida [do mar]. Ela continuará e vai continuar, mesmo que o planeta deixe de aquecer, durante várias gerações”, disse.

A geógrafa sustentou que a inevitabilidade da subida do nível do mar é um dado a ter em conta no quadro do ordenamento do território do litoral, “que é uma área importantíssima do ponto de vista económico e social”.

O encontro Mar Português, dedicado ao Dia Nacional do Mar, decorreu ontem e continua hoje na Universidade do Algarve, com a participação de dezenas de especialistas.

Lusa

Pub