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“Não podemos esmorecer nesta forma de amar a causa das vocações e de amar o Seminário”, pediu o reitor daquela instituição na eucaristia de encerramento da cadeia de oração permanente ao Santíssimo Sacramento (lausperene) que a Igreja Católica algarvia realizou de 1 a 13 deste mês, para pedir a Deus vocações de consagração, tanto no sacerdócio como na vida religiosa ou nos institutos seculares.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Na missa que teve lugar na passada sexta-feira à noite na igreja de São Pedro de Faro, o padre António de Freitas considerou que o lausperene diocesano “tem sido um momento de graça”, “de crescimento” e “gerador de vocações” para a Diocese do Algarve. “Por isso, não podemos desperdiçar esta oportunidade que o Senhor nos inspirou há 16 anos e que deve continuar”, sustentou.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

“Dezasseis anos de lausperene que se traduzem, se não estou em erro, em 16 padres. Se olharmos bem ao que o Senhor nos tem dado nos últimos anos, tem sido generoso connosco. E nós temos de continuar a insistir. Não podemos esmorecer”, prosseguiu, considerando que os algarvios para além de “felizes”, têm de estar “gratos”.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

“Sejamos gratos por aquilo que o Senhor já nos vai dando porque significa que Ele não nos abandona, que as nossas preces são atendidas e que o lausperene vale a pena”, afirmou, considerando a cadeia de oração para “pedir por uma das grandes necessidades” da diocese um “dom” e um “tempo de graça para muitos cristãos” porque “tempo de encontro”. Neste sentido destacou a importância daquela iniciativa na “vida de tantos cristãos que ao longo destes momentos de adoração se encontram consigo mesmo porque se deixam encontrar pelo senhor”. “Este tem sido um ano extraordinário de adesão das pessoas ao lausperene, de dia e de noite, porque as pessoas e as comunidades têm sede de Deus”, acrescentou.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

O sacerdote advertiu assim a que não se olhe para o lausperene “como um fim em si mesmo”. “Gosto de olhar para o lausperene como uma espécie de alarme. Ao longo deste ano que agora encetamos, entre este lausperene e o próximo, há que rezar mais. É um alarme que nos diz: «não se esqueçam de rezar pelo Seminário, pelas vocações»”, referiu, realçando a “necessidade de pastores” como “necessidade fundamental na Igreja de todos os tempos” e que o lausperene possa “trazer ao coração que é preciso não esquecer de rezar pelas vocações porque é preciso quem distribua e faça presente o pão da vida, quem distribua e faça presente a reconciliação e o perdão dos pecados e quem, entre aqueles que mais sofrem pela idade ou pela doença, lhes faça presente a consolação de Deus pelo sacramento da Santa Unção”.

“E tudo isto acontece pela fragilidade das mãos do sacerdote, mas que foi consagrado para esse fim. Que o lausperene possa ser compromisso. Que hoje possamos dizer: «Senhor, comprometo-me a continuar a rezar no dia a dia na minha comunidade por esta causa»”, exortou.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Por fim, o padre António de Freitas pediu aos algarvios que olhem para o lausperene e para a oração pelas vocações como “prática de caridade cristã”. “Rezar é amar. Rezar é ser caridoso, é entregar-se com o Senhor Jesus por uma ou por várias necessidades ou por ações de graças. E, por isso rezar, encontrarmo-nos com Jesus neste lausperene, na adoração é amar o Senhor, a igreja, que é corpo do Senhor, e a nossa diocese, os sacerdotes porque quem damos graças e os seminaristas por quem rezamos”, afirmou, acrescentando que “a primeira grande forma de amar o Seminário, é rezar”.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

“Rezar é aquilo que sustenta a fidelidade de nós que já somos presbíteros, mas a fidelidade daqueles que estão a caminho do presbitério. E vós estais sempre na nossa retaguarda a amar-nos, ou seja, a sustentar-nos para que sejamos fiéis aos compromissos que nos propusemos diante de Deus e da Igreja. Obrigado pelo vosso apoio. Obrigado por nos amardes e por nunca vos cansardes de rezar por nós”, concluiu na eucaristia em que informou da presença do bispo do Algarve em Fátima mas “espiritualmente unido” e destacou a “beleza” da “unidade da Igreja” e da “unidade da cidade” expressa na assembleia pela “diversidade das idades” e pela participação de “leigos, padres e consagradas” e de pessoas das paróquias do Montenegro, de São Luís, de São Pedro e da Sé de Faro.

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