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Navegabilidade do rio Guadiana melhorada com fim de obras de desassoreamento

Dragagens_guadianaAs obras de desassoreamento da barra do rio Guadiana foram concluídas, devolvendo à foz uma profundidade mínima de 3,5 metros, que permite melhorar a navegação, anunciou hoje a Câmara de Vila Real de Santo António.

A obra tinha sido acordada entre os Governos de Portugal e de Espanha e era uma pretensão antiga das comunidades locais dos dois países, nomeadamente para as populações da localidade portuguesa e da cidade vizinha espanhola de Ayamonte, tendo sido gasta na intervenção uma verba de 850 mil euros, precisou o município num comunicado.

Os trabalhos começaram em janeiro e deviam ter terminado em março, segundo o calendário inicial da obra, que foi realizada pela Junta de Andaluzia.

Citado no comunicado, o presidente da autarquia, Luís Gomes, considerou que “a operação irá aumentar as valências marítimo-turísticas do território do Baixo Guadiana e ampliar as potencialidades de requalificação da frente ribeirinha de Vila Real de Santo António”.

O presidente da Câmara disse ainda que “as dragagens representam igualmente uma clara vitória da Eurocidade do Guadiana”, entidade com cerca de dois anos e constituída pelos municípios de Vila Real de Santo António e de Castro Marim, do lado português, e de Ayamonte, do lado espanhol, territórios que têm o rio como fronteira.

A dragagem da foz do Guadiana tem, para a autarquia algarvia, “caráter histórico” ao “concretizar um desejo ambicionado pelos algarvios há quase 30 anos” e “permite a navegação, em segurança, das embarcações turísticas, desportivas e pesqueiras”.

A zona sujeita a intervenção tem 1.250 metros de comprimentos por 60 de largura e foram retirados 63.000 metros cúbicos de sedimentos do fundo do rio, depoistados depois em praias da zona, frisou a Câmara de Vila Real de Santo António, um dos 16 municípios do distrito de Faro.

A obra foi financiada pelo Programa Europeu de Cooperação Transfronteiriça Espanha – Portugal (POCTEP), e o processo para a sua realização foi conduzido pela Junta da Andaluzia, em Espanha, e pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, em Portugal.

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