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Embora não seja uma espécie ameaçada de extinção, a escassez do sucesso reprodutivo em cativeiro valoriza o nascimento da cria.

O pequeno pelicano cinzento, junta-se aos dois casais e à cria de um ano que nasceu também naquele parque, em Barão de João, no concelho de Lagos, um dos três parques zoológicos do mundo a conseguir a reprodução do pelicano cinzento africano em 2009.

Segundo um estudo do Internacional Species Information (ISIS), em 50 zoológicos detentores desta espécie, foram registados apenas três reproduções durante o ano passado: dois nos Estados Unidos da América e um na República Checa.

Para os responsáveis do Zoo de Lagos, o facto de já terem nascido duas crias desta espécie em cativeiro é atribuído “às condições de bem-estar” e recriação dos habitats naturais, havendo a possibilidade dos progenitores terem desenvolvido comportamentos piscatórios dentro do parque.

Em declarações à Agência Lusa, o principal tratador dos animais explicou que “a criação destes animais em cativeiro, é muito complicado, porque é difícil encontrar peixes pequenos para os alimentar”.

Agostinho Costa destaca que as condições do lago existente na Ilha dos Macacos, onde habitam, “torna possível a criação de pequenos peixes, com cerca de 15 centímetros, que são a base da sua alimentação”.

Aquele tratador, referiu ainda, que de uma ninhada de três crias, “apenas um dos pelicanos sobrevive, geralmente o mais velho, que acaba por ficar mais forte e empurrar os outros dois do ninho”.

O pelicano cinzento africano é uma espécie originária da África tropical e subtropical, nomeadamente, Senegal, Etiópia, Natal, Madagáscar e Arábia, com uma longevidade aproximada de 12 anos, podendo o comprimento variar entre os 125 a 132 centímetros.

Inaugurado em 2000, o Parque Zoológico de Lagos tem atualmente 140 espécies de animais e 200 espécies botânicas.

O alargamento do parque vai permitir acolher, em breve, novas espécies, nomeadamente uma fêmea hipopótamo anão.

Lusa

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