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A nova unidade irá dedicar-se à comercialização de peixes frescos ou congelados provenientes de alto mar (cavala, sardinha, carapau ou biqueirão) e também de bivalves (mexilhões, vieiras e ostras).

O investimento na fábrica, que permitirá criar 50 postos de trabalho diretos e 250 indiretos, ronda os 3,5 milhões de euros, prevendo-se que mais de 75 por cento da produção seja exportada para os mercados espanhol, italiano e japonês.

Os bivalves que serão vendidos na nova unidade, situada no porto de Olhão, serão criados em regime de aquicultura “off shore” (em mar aberto) nos lotes que a companhia detém a poucos quilómetros, na estação piloto junto à Ilha da Armona.

“Contamos até ao final do próximo ano triplicar a produção de mexilhão nacional”, disse à Lusa o administrador da Companhia de Pescarias do Algarve, António Farinha, que quer iniciar as exportações a partir do segundo semestre de 2011.

Em declarações à Lusa, o secretário de Estado das Pescas e da Agricultura, Luís Medeiros Vieira, disse acreditar que exemplos como este “gerem efeitos de demonstração para outros empresários”.

Segundo aquele governante a aposta na aquicultura servirá para suprir as necessidades de consumo de peixe já que 85 por cento dos recursos mundiais de pescado se encontram em sobre exploração.

A Companhia de Pescarias do Algarve prevê ainda instalar duas armações para captura de atum em Faro, junto ao aeroporto, e no Barril, em Tavira, a partir do segundo trimestre do próximo ano.

Segundo outro responsável da empresa, Miguel Socorro, a aposta seguinte é a criação de uma incubadora (“hatchery”) para produzir larvas de bivalves e suprir as importações de Espanha e França, começando a companhia a exportar esse produto.

Lusa

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